A Polícia Civil de Franca localizou um imóvel que funcionava como uma espécie de escritório contábil de Renon Tomás da Costa, 29, o “Vaca”, acusado de ser um dos líderes do PCC em Franca. No local, foram apreendidos vários comprovantes bancários e anotações que comprovariam o envolvimento dele com o tráfico.
Pelas anotações, é possível calcular que o criminoso movimentava mais de R$ 50 mil em drogas por mês. Vaca estava na na cadeia do Jardim Guanabara e foi transferido, no início da tarde de ontem, para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.
Apontado pela polícia como piloto (chefe) da facção criminosa na zona norte da cidade, Vaca foi preso durante abordagem da PM no dia 30 de agosto. Ele estaria com 100 gramas de maconha, mas alega que foi vítima de armação. Logo após a prisão, os agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) foram até a casa dele, no Parque Universitário, e fizeram buscas no local. Para despistar a polícia, o criminoso dizia que morava no Jardim Pinheiros, do outro lado da cidade.
Há dois meses, no entanto, ele ocupava um apartamento na zona sul, onde foram encontrados materiais relacionados com a contabilidade do tráfico de drogas. Na casa de Vaca, os policiais apreenderam 15 comprovantes de depósitos efetuados entre o fim de julho e agosto, que totalizam R$ 16 mil. Segundo a polícia, a quantia se refere a pagamento de entorpecentes. “Também encontramos um caderno com anotações de dívidas de drogas que as pessoas têm com ele, números de contas bancárias e outros documentos relacionados com as atividades ilícitas que ele praticava”, disse o delegado Pedro Luiz Dallaqua. No escritório do piloto do PCC também foram apreendidos R$ 1,6 mil em dinheiro.
Como ainda investiga a ocorrência, a polícia não divulgou o nome dos traficantes em débito com Vaca. São mais de 30 clientes com dívidas individuais nos valores de R$ 9 mil, 6,3 mil, R$ 6,2 e R$ 4 mil, entre outras quantias menores. “Os comprovantes demonstram uma grande movimentação mensal de dinheiro que ele depositava para outros traficantes. Todos os nomes constantes do caderno serão investigados”, afirmou Dallaqua.
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