Casa invadida


| Tempo de leitura: 2 min
Ilma de Souza, dona de casa, invadiu imóvel desocupado na Rua Presidente Delfim Moreira, no Jardim Dermínio, há sete anos: local está em área de risco
Ilma de Souza, dona de casa, invadiu imóvel desocupado na Rua Presidente Delfim Moreira, no Jardim Dermínio, há sete anos: local está em área de risco
“Queremos uma solução.” Esse é o pedido dos moradores do Jardim Dermínio, que há anos têm enfrentado perturbações causadas por pessoas que invadiram casas desocupadas pela prefeitura. As famílias foram retiradas e os imóveis serão desapropriados, pois, por estarem próximos a uma voçoroca, correm risco de desabar. Por medida de segurança, os vizinhos preferem não se identificar e apontam problemas como uso de drogas, bebidas, brigas e furtos nos pontos invadidos. Um dos moradores, no bairro há 28 anos, disse que o lugar “calmo e gostoso” que escolheu para morar se transformou num “verdadeiro inferno”. Além das rachaduras nas paredes e chão da casa, convive com a bagunça dos invasores. “A gente sempre acorda à noite com as brigas. É só palavrão, xingamentos e até gente pelada no meio da rua. É muito ruim morar aqui.” Ela quer se mudar do Jardim Dermínio, mas depende da desapropriação do imóvel para comprar outro. “O triste é ver que nem no lugar que é nosso, a gente tem paz.” Para os vizinhos, a melhor alternativa para acabar com a bagunça é demolir as casas. “Já fizemos abaixo-assinados para tirar os invasores e há anos batalhamos por uma solução, mas não adianta”, disse uma mulher que mora próximo à voçoroca. “Aquilo é um ponto de drogas e de fumo de crack, além de os habitantes serem muito implicantes.” RESOLVE? A Prefeitura realizou no ano passado um levantamento sobre as casas em área de risco no Jardim Dermínio. Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, 22 casas haviam sido desocupadas e estavam em processo de desapropriação, mas ele não soube informar a situação desses locais. “Essa parte está com o (Sebastião) Ananias (secretário de Finanças) e assim que a família receber o dinheiro, o imóvel será demolido para evitar novas invasões. Não sei quando isso poderá ser realizado”, disse. Ananias foi procurado, mas não retornou os dois recados deixados pela reportagem na tarde de ontem. Teixeira informou que as pessoas que estiverem com as casas rachadas devem procurar a prefeitura para os engenheiros fazerem vistoria e, se necessário, abrirem o processo de desapropriação. “Se houver risco de desabamento, as famílias serão retiradas”, disse o secretário.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários