Passaredo mantém só um vôo em Franca


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A presença da empresa Passaredo em Franca durante a reforma do Aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto, cumpriu um papel importante: demonstrou que Franca tem um público importante para a aviação regional e mesmo nacional. A manutenção de apenas um vôo é boa, mas insuficiente. No mínimo deve-se prever, para curto espaço de tempo, um vôo saindo pela manhã de Guarulhos e outro vôo saindo no final da tarde de Franca para Guarulhos. Assim, muitas pessoas que viajam a trabalho para Franca terão a oportunidade de realizarem suas atividades na cidade num único dia e voltarem a São Paulo. A manutenção de um único vôo saindo de Franca é positivo para a os moradores da cidade, mas não é para quem vem para Franca, especialmente a trabalho. Penso que a Passaredo deve levar essa sugestão em conta na permanente revisão da ocupação de suas aeronaves. Um outro elemento importante é o preço: quem faz escala ou conexão merece tarifa especial, ou seja, lugares reservados na aeronave especificamente para passageiros desse trecho a um preço promocional. Pelo visto, não é isso que vai acontecer. O preço da Passaredo, partindo de Franca em direção a São Paulo, é convidativo, mas a tarifa preferencial logo desaparece em função do público de Ribeirão Preto, que paga uma tarifa preferencial menor. Assim, seria importante a empresa pensar em manter mais lugares com tarifa promocional para passageiros saindo de Franca. O temor é que, se não se fidelizar o cliente nesse momento, com as restrições de vôos saindo de Franca, o inevitável passe a ocorrer: a volta da utilização integral de Ribeirão Preto para os passageiros de Franca e para aqueles que visitam a cidade. Alberto Aggio é historiador e professor universitário

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