Um homem condenado a 80 anos de cadeia por seqüestro, roubos e furto foi preso pela Polícia Militar ontem em Franca. Marco Antônio dos Santos, 36, havia fugido da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora (MG), e estava escondido na casa de familiares na região do Jardim Redentor. Ao ser detido, forneceu nome falso, tentando se passar por um irmão. Os policiais descobriram sua verdadeira identidade e constataram que ele possui extensa ficha criminal.
Há cerca de 15 anos, Marco Antônio teria comandado, ao lado de três comparsas, o seqüestro de um empresário na região de Passos (MG). Preso logo depois, foi julgado e condenado a 80 anos de reclusão. Ele diz ter ficado preso por 15 anos e dois meses. No dia 7 de fevereiro, fugiu da penitenciária de Juiz de Fora, onde estava recolhido, e veio para Franca.
Passou os últimos seis meses escondido ao lado da mulher e de dois filhos em casas do Parque do Horto, Jardim Redentor e Vila Santa Terezinha, bairros da zona norte. Estaria fazendo bicos como pintor na região para levantar dinheiro. Seus dias de fuga chegaram ao fim na manhã de sábado.
O seqüestrador caminhava pela Rua Luiz Belchior, Parque do Horto, quando foi descoberto. “Ao avistar nossa viatura, ele olhou desconfiando para nós. Suspeitamos de sua atitude e resolvemos abordá-lo. Ele disse que tinha passagens pela polícia, mas checamos o nome fornecido e não constou nada. Foi quando imaginamos que havia algo de errado”, disse o soldado Barcelos.
Ao lado do soldado Arcari, o PM foi até a casa do criminoso e encontrou documentos que mostraram sua verdadeira identidade. Uma nova pesquisa foi feita no banco de dados da polícia, quando ficou constatado que Marco Antônio era fugitivo e que tinha de cumprir mais 14 anos e 10 meses de cadeia pelo crime de seqüestro.
O fugitivo foi conduzido ao Plantão Policial, onde o delegado Augusto César Fazzio Ricci registrou Boletim de Ocorrência e informou a penitenciária de Juiz de Fora da recaptura do preso.
Marco Antônio ficará em uma cadeia da região até ser encaminhado para Minas Gerais. De acordo com a polícia, ele pediu para não ficar na cadeia de Franca, pois estaria jurado de morte por alguns detentos.
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