Setembro: mês da Bíblia


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Setembro é o mês da Bíblia, isto é, um tempo especial que a Igreja utiliza para divulgar a importância das Sagradas Escrituras na vida de todos os que confiam em Deus. A Bíblia é um conjunto de livros que revelam a vida de Deus presente na história dos homens. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus expressa pela palavra dos homens, revelando o projeto de Deus, que transforma a história e a leva em direção à liberdade e à vida plena para todos. Na Constituição Dogmática “Dei Verbum”, do Concílio Vaticano II, encontramos o seguinte comentário sobre a Bíblia: “Deus na Sagrada Escritura falou através de homens e de modo humano....” Os acontecimentos narrados na Bíblia, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento, foram relidos pelo povo de Deus e reescritos pelos autores sagrados por inspiração divina. A Bíblia é a história de Deus na história dos homens. A Bíblia cristã tem duas grandes partes: o Antigo e o Novo Testamento, também chamadas de Antiga e Nova Aliança. O Antigo Testamento é uma coleção de 46 livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. Portanto, o Antigo Testamento é a história de um povo: mostra como surgiu, como viveu escravo no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais as relações que teve com outras nações, como estabeleceu suas leis e viveu a sua religião. Apresenta seus costumes, sua cultura, seus conflitos, derrotas e esperanças. O Antigo Testamento é a história desse povo em aliança com Deus. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse projeto de Deus. E o projeto é: considerar só Deus como o Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a liberdade e a vida. Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, chamada Novo Testamento. Jesus, o Filho de Deus, se encarnou na terra e na história concreta do povo de Israel, assumindo sua história, tradições, cultura e religião. Fez do Antigo Testamento a inspiração e a norma de sua palavra e atividade: realizar o projeto do Pai. E foi com a luz do Antigo Testamento que os primeiros cristãos compreenderam o significado da pessoa e da atividade de Jesus e produziram, pouco a pouco, os escritos do Novo Testamento, ao todo, 27 livros. No Novo Testamento encontramos os escritos dos 4 evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. A palavra “Evangelho” significa “Boa-Nova”, a boa-notícia de Deus para nós em Jesus. Além dos evangelhos encontramos no Novo Testamento os “Atos dos Apóstolos”, relatando os primeiros feitos dos apóstolos e a vida das primeiras comunidades cristãs. Também nos deparamos com as cartas de São Paulo, São Pedro e São João. São Paulo nos é conhecido, melhor que qualquer outra personalidade do N.T. por suas cartas endereçadas às comunidades pelas quais passou anunciando a pessoa de Jesus Cristo. As sete cartas do N.T. que não são de São Paulo foram, por causa disso, reunidas bem cedo numa mesma coleção, mesmo tendo origem diversa: uma de São Tiago, uma de São Judas, duas de São Pedro, três de São João. Seu título, muito antigo de “católicas”, deriva sem dúvida do fato de a maioria delas não serem dirigidas a comunidades ou pessoas particulares, mas visarem antes os cristãos em geral. O primeiro livro da Bíblia chama-se Gênesis e o último Apocalipse. O termo “apocalipse” significa “revelação”. Todo apocalipse supõe uma revelação feita por Deus aos homens de coisas ocultas e só por ele conhecidas, especialmente de coisas referentes ao futuro. Que a Palavra aceita por nós traga-nos a “Salvação”. PADRE JOSÉ GERAL SEGANTIN é pároco da Catedral de Franca

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