Sérgio Ferro é alvo de várias denúncias


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O ex-interventor da Santa Casa, Antônio Sérgio Ferro, é acusado de desviar quase meio milhão de reais da instituição durante sua gestão, de outubro de 2001 a janeiro de 2004. Pesam contra ele acusações como o pagamento de férias, com direito a acréscimo de um terço sobre o valor, a uma pessoa jurídica. Ele próprio teria pago a si mesmo R$ 5,8 mil a título de férias e 13º salário, benefícios aos quais, como interventor, não teria direito. Até mesmo o próprio salário mensal de Ferro, segundo o Ministério Público, apresentava irregularidades. No período em que permaneceu no cargo, teria recebido R$ 71,3 mil, sendo que teria direito a R$ 51,6 mil. O MP foi notificado da irregularidade e firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para que cerca de R$ 19 mil fossem devolvidos. Ferro pagou parcelas que totalizaram R$ 8,8 mil e mais de R$ 10 mil ficaram em aberto. O ex-interventor ainda teria justificado despesas de viagens com vales, ao invés de apresentar notas fiscais. Os vales, sem qualquer valor fiscal, totalizaram R$ 8,7 mil e foram lançados na contabilidade da Santa Casa. Sérgio Ferro teria até vendido sucatas da instituição por cerca de R$ 1,7 mil. O dinheiro teria sido pago em cheque nominal a Ferro e não à Santa Casa. Segundo ele, o dinheiro não foi lançado na contabilidade porque foi utilizado para “promover uma confraternização entre os funcionários”. Contratação de profissional para dar manutenção no patrimônio do hospital ao custo de R$ 35,5 mil (sendo que a própria Santa Casa conta com estes profissionais), compra de celulares em nome de empresa ligada à Santa Casa, aquisição de 15 rins artificiais (R$ 49,6 mil cada) e contratação de serviços de UTI móvel (R$ 22 mil) com valores superfaturados são outras das acusações que pesam contra o ex-interventor.

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