A prisão do “piloto” do PCC (Primeiro Comando da Capital) na zona norte de Franca, região em que se concentrou a maior parte dos ataques durante o mês de maio, foi recebida com alívio pela polícia, mas não foi suficiente para trazer a calma necessária. As forças de segurança da cidade continuam em alerta para tentar coibir e reprimir qualquer tentativa de atentado.
No início da semana, o serviço de inteligência da polícia teria interceptado um “salve” (ordem) geral do PCC que determinando aos soldados que reiniciassem os ataques de forma geral no Estado. O aniversário de fundação da facção (31 de agosto de 1993) seria o motivo.
Ataques em pequena escala foram registrados na Grande São Paulo e em Ribeirão Preto. Na madrugada de ontem, a casa de uma ex-advogada do líder máximo do PCC foi alvo de uma bomba, em Araraquara.
Em Franca, não foram registradas ocorrências atribuídas à facção, mas policiais receberam orientação de manter alerta total e não se afastar de suas armas. A segurança nas imediações da cadeia do Jardim Guanabara foi reforçada e os ônibus de transportes públicos estão sendo escoltados durante a noite nos bairros da periferia.
Quatro homens suspeitos de serem soldados do PCC, que seriam ligados a Vaca, foram detidos também na quarta-feira e estão sendo triados pelos investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Sabemos que ainda há criminosos nas ruas aguardando apenas uma ordem para atacar. Estamos intensificando as investigações para tentar identificar e prender todos”, disse o delegado Wanir.
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