Piloto do PCC será transferido para CDP


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Renon Tomás da Costa, 29, o “Vaca”, é visto durante depoimento na sede da DIG, na quarta-feira: polícia pretende transferir o criminoso para evitar tumultos na cadeia do Guanabara
Renon Tomás da Costa, 29, o “Vaca”, é visto durante depoimento na sede da DIG, na quarta-feira: polícia pretende transferir o criminoso para evitar tumultos na cadeia do Guanabara
Após passar mal depois da prisão a ponto demandar atendimento médico, Renon Tomás da Costa, 29, o “Vaca”, teve um dia tranqüilo na cadeia ontem. Recebeu a visita de dois advogados e começou a traçar um plano de defesa. Deverá insistir na tese de que o flagrante teria sido forjado pela Polícia Militar. Apontado pela polícia como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) e comandante do crime na região norte da cidade, ele não deverá ficar em Franca por muito tempo. A direção da cadeia não quer saber de problemas e pretende se livrar de “Vaca” o mais breve possível. O Comércio apurou que já foi solicitada uma vaga para abrigá-lo em um CDP (Centro de Detenção Provisória) no interior do Estado. Tão logo o pedido seja aceito, o criminoso será transferido. Elton Miranda de Almeida, o “Bicudo”, acusado de ser o “piloto” da facção na zona leste da cidade, também teve passagem curta na cadeia de Franca. Preso no dia 2, foi transferido para a penitenciária de Serra Azul (SP) uma semana depois. Vaca é acusado de envolvimento em roubos, tráfico de drogas e ataques a ônibus e casas de policiais. Ao ser detido, terça-feira à tarde, negou qualquer tipo de envolvimento com o PCC. No entanto, provar sua inocência não será uma tarefa simples. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que ele também é investigado pelo Setor de Inteligência da Polícia Civil, em São Paulo, e teria sido flagrado em interceptações telefônicas falando com outros integrantes da facção no Estado. O conteúdo dessas gravações é mantido sob sigilo. Em julho, o traficante Adriano Sales Gomes, o “Belo”, foi preso pelo crime de tráfico após ser interceptado por escutas da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes). Numa das conversas gravadas, reclamava de ter levado um calote de um integrante da facção e que, em função das regras impostas pelo PCC, estaria impedido de tomar providências para receber a dívida. “O cara cata o bagulho dos outros e não paga. Já reclamei com o Vaca e com o Bicudo e ninguém tomou providência. Vou espalhar para todo mundo que o PCC me rateou”. Para a polícia, a escuta é apenas um dos indícios de que Vaca exerceria função de chefia na facção criminosa.

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