Empresários rejeitam títulos da Francana e podem pedir penhora


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Os empresários Sérgio Romero e Luiz Felipe Aulicino decidiram não aceitar os 350 títulos patrimoniais da Associação Atlética Francana como forma de pagamento da dívida de R$ 350 mil que o clube tem com a empresa Romero Papa & Aulicino. O montante é resultado de uma ação judicial, cuja sentença favorável aos empresários foi publicada no Diário Oficial do dia 14 de agosto último. Eles responsabilizaram a Francana por quebra de contrato da co-gestão que mantiveram com a agremiação entre final de 1999 e início de 2000. A referida proposta foi encaminhada à Justiça na terça-feira desta semana e os ex-sócios Sérgio Romero Papa e Luiz Felipe Aulicino, advogados e investidores da época, discutiram o assunto na noite de quarta-feira e manhã de ontem. Antes mesmos de serem notificados oficialmente, deixaram claro não aceitar o negócio. Luiz Felipe declarou ontem ao Comércio que a ação continuará. “Vamos executar”, anunciou. Uma conversa entre as partes para possível discussão do tema foi aventada. O advogado dos empresários, Luiz Carlos de Arruda Camargo, disse ter tentado por quatro vezes, falar com o setor jurídico do clube. Sem sucesso. Em Franca, Pedro José Olivito Lancha disse ter efetuado uma ligação às 14 horas de ontem para o advogado, mas Luiz Carlos não estava. “Vamos ligar para ele novamente e conversar. Podemos chegar um acordo”, comentou o diretor. O presidente José Lancha Filho já declarou que a Francana não tem dinheiro para efetuar o pagamento do débito. Caso os paulistanos mantenham a atual postura, um dos próximos passos jurídicos será pedir a penhora dos imóveis da Veterana como forma de assegurar o valor da dívida. Seria a 36ª ação do gênero contra bens da agremiação. Pedro Olivito comentou que os títulos oferecidos são da própria Francana e não serão emitidos novos papéis. “Como são de propriedade do time, a Francana pode usá-los como quiser. O estatuto garante isso”, apontou ele sobre uma das dúvidas que os credores levantaram de suposta irregularidade nesse tipo de pagamento. Enquanto continua o imbróglio, a diretoria anunciou que entrou em contato com o XV de Piracicaba e o XV de Jaú. A intenção é tomar conhecimento de medidas tomadas pelos dirigentes para administrar crises ocasionadas por dívidas milionárias. “Já fizemos um primeiro contato telefônico e deveremos agendar uma reunião em breve”, disse Pedro Olivito. O diretor assegurou que esse problema jurídico não afetará o departamento de futebol. A equipe sub-20 está na 2ª fase do Estadual da categoria. (RC)

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