O promotor Decio Piola diz que não pode obrigar a Prefeitura e a Santa Casa a entrarem em acordo, mas garante que tomará todas as medidas necessárias para que o hospital, do qual é curador, não seja prejudicado. “Não posso permitir que a fundação seja mal administrada. Apesar de me dizer que trabalha com grande déficit, o Fernando Bueno não me comprovou isso até agora. Quero ver números e documentos que confirmem este prejuízo”.
Sobre o contrato, que não foi assinado pela Prefeitura, mesmo após acordo firmado em sua presença, Piola disse que, mesmo comprovados os prejuízos da Santa Casa, o MP, neste caso, não pode acionar a Prefeitura juridicamente, mas pode obrigar a fundação a fazer isso.
“Os administradores do hospital terão de acionar a Prefeitura na Justiça para garantir a assinatura do convênio e a sustentabilidade do hospital. Caso não o façam, sou eu, como curador, que os processarei pela omissão”, disse Piola.
O promotor procurou ainda tranqüilizar a população e indicou que, mesmo se Santa Casa e Prefeitura romperem defi-nitivamente, os atendimentos na Saúde não irão parar. “Neste caso, o poder público tem de firmar contrato com um dos outros hospitais da cidade e arcar com os custos decorrentes disso. Os usuários não ficarão descobertos de forma alguma”.
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