Mais uma vez, a Santa Casa de Franca diz que vai parar de atender usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). A fundação alega que trabalha no prejuízo e que não tem como continuar assim. Além disso, acusa a Prefeitura de não pagar corretamente pelos serviços prestados. As primeiras paralisações ocorreriam nos atendimentos ambulatoriais de cardiologia, pediatria e ortopedia. O secretário de Saúde dá outra versão: diz que os repasses são feitos normalmente, todos os meses. O Ministério Público acompanha todo o imbróglio, mas, por ora, não deverá agir.
O superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, disse que a Prefeitura não cumpre um acordo fechado recentemente com a Santa Casa, com intermediação do Ministério Público. Na ocasião, ficou acertado que o município repassaria mensalmente R$ 150 mil ao hospital para cobrir serviços ambulatoriais. O empecilho seria o contrato que regulamentaria os repasses, que, segundo Bueno, ainda não foi assinado. “Até agora não mexeram uma palha (...) Não cumpriram nada”.
Diante da suposta quebra no acordo, Bueno disse que prepara o abandono gradual da prestação dos atendimentos. “A Santa Casa está definindo um cronograma de parada”. Os números apresentados pelo superintendente apontam para uma dívida da Prefeitura para com a entidade de R$ 535,2 mil, relativa a cirurgias eletivas, cesáreas e raios-x excedentes, entre outros procedimentos.
O promotor de Justiça e curador da fundação, Decio Piola, que acompanha o problema desde o início, confirmou a reclamação de Bueno, mas disse que ainda não tem elementos para agir. “O Fernando Bueno me falou que a Santa Casa trabalha no prejuízo mas, até agora, não me apresentou documentos que comprovem isso. Desta maneira, não tenho nada a fazer”.
SEM ACORDO
O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, negou ontem que a Prefeitura esteja dando calote na Santa Casa. Disse que, como não há contrato firmado, os valores repassados não sofreram alteração e continuam no valor de R$ 75 mil.
“Além da verba do SUS, esse valor é pago todos os meses e não pode mudar enquanto não houver a assinatura do contrato”. Para Ferreira, a situação não é preocupante. “Até a semana que vem creio que tudo estará acertado”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.