Os empresários que cobraram na Justiça uma multa de R$ 350 mil da Francana pelo descumprimento de um contrato de parceria entre o clube e a extinta empresa Romero Papa e Aulicino, em 2000, se reunirão hoje de manhã para discutir a proposta do alviverde de repassar a eles 350 títulos patrimoniais. Segundo o empresário Luiz Felipe Aulicino, nenhum comunicado oficial chegou a ele, a seu ex-sócio, Sérgio Romero Papa, ou aos advogados. A proposta lhes foi informada por meio da reportagem do Comércio.
A Veterana tinha até terça-feira para depositar em juízo o valor da dívida. Sem o dinheiro, o clube propôs entregar 350 títulos da sede recreativa no valor de R$ 1 mil cada um a Luiz Felipe Aulicino e Sérgio Romero Papa, que negociaram o contrato com a Veterana em dezembro de 1999.
Aulicino disse ontem, por telefone, de São Paulo, que gostaria de debater esse pagamento com seu ex-sócio e os advogados. À noite ele comentou que participara de uma reunião, mas nenhum parecer foi definido.
“A proposta que a Francana fez foi entregar o clube para a gente”, apontou ele. Anteontem, diretores do clube informaram que existem 300 sócios atualmente. Apenas 30 estariam com as mensalidades, em torno de R$ 30, em dia.
Para Luiz Felipe, falta detalhamento sobre o que o clube pretende. “O certo é que temos um título judicial para receber e vamos fazer de tudo para recebê-lo. Não posso ainda dar informações (do que será feito).”
O advogado de Romero Papa e Aulicino, Luiz Carlos de Arruda Camargo, informou que tentaria falar com o setor jurídico da Francana para depois pronunciar um posicionamento de seus clientes. “Não soube nada ainda. Vou tentar falar com o setor jurídico do clube”, respondeu.
Questionado se os títulos poderiam terminar em uma forma de nova parceria entre a Francana e os credores, o advogado comentou que tratará do assunto com a diretoria. “Se é uma parceria com o intuito de resolver para os dois lados, não custa amadurecer e evoluir a conversa.”
O rompimento do contrato entre a Francana e a Romero Papa e Aulicino aconteceu em fevereiro de 2000 e tinha prazo de duração de cinco anos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.