O autônomo Wander Bárbara, 38, comprou um terreno na Rua Cipriano Berbel Lopes, no Jardim Eldorado, há dez anos e depois de outros tantos construindo, mudou-se para o imóvel há quatro meses. Ele mora com a mulher e o filho de 17 anos, mas diz que o sonho de ter a casa própria virou um pesadelo com o barro e poeira na porta da garagem. “O negócio é feio aqui.”
Depois de se mudarem, a mulher dele adquiriu uma rinite alérgica e, em quatro meses, o casal gastou R$ 112 com remédios para tratar a alergia. A chuva, que alivia os problemas respiratórios, causa transtornos ainda piores e faz com que Wander torça para não cair uma gota do céu. “Rezo para não chover porque a enxurrada traz lixo e barro e impede a passagem na porta da minha casa e a entrada para a garagem. O bairro virou um inferno com a chuva de domingo.”
Como ainda não há bocas-de-lobo e a família mora no fim da rua, tudo “estaciona” na porta deles, que precisam retirar garrafas pet, pedaços de madeira, pedras e montes de terra com auxílio de enxada. “Isso sem contar que vivo atolando e encravando nas ruas com minha moto. Não dá para continuar vivendo assim.”
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