Máquinas provocam desemprego no campo


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O avanço da colheita mecanizada de café em toda a região gera uma economia considerável para os agricultores. Por outro lado, começa a criar um problema social. “Infelizmente é isso que está acontecendo. Não tem jeito”, disse o presidente do Sindicato Rural de Patrocínio Paulista, Irineu Andrade. Em algumas fazendas, a mão-de-obra está sendo utilizada para fazer principalmente a varreção (grãos que caem do pé após a passagem das máquinas). “Mas até para esta tarefa já tem máquina”, disse o presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, Heli Martin. Já em Ibiraci (MG), o número de catadores contratados praticamente dobrou de 2004 para a safra deste ano, quando foram contratadas 6 mil pessoas. Mas a colheita mecanizada também cresceu. No ano passado, 10% da safra foi colhida mecanicamente e neste ano o índice sobe para 30%. O presidente do Sindicato Rural, Gaspar Reis Tavares, afirma que a explicação para o crescimento da mão-de-obra foi a supersafra. “A previsão era de colher 250 mil sacas de café, mas a colheita rendeu 350 mil sacas e por isso o número de trabalhadores foi maior. Mas a tendência é acompanhar as outras regiões”, afirmou Tavares. Em Ibiraci, hoje, há 12 máquinas; para a próxima safra a previsão é de que chegue a 30. “Com isso a colheita mecanizada poderá ultrapassar os 50%”, disse.

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