As máquinas colheitadeiras estão cada vez mais ganhando espaço nas fazendas de café da região. Levantamento feito pelo Sindicato Rural de Pedregulho revela que 70% das 300 mil sacas de café da safra deste ano foram obtidas através da colheita mecanizada, o que corresponde a 210 mil sacas de café. O mesmo aconteceu em Patrocínio Paulista. Em Ribeirão Corrente, foram contratados 350 homens, responsáveis pela colheita de 50% da produção. O restante foi feito por máquina. Realidade bem diferente de 2003, quando 700 catadores trabalharam nos cafezais naquele município.
As explicações são simples. Uma máquina faz o trabalho de até 160 homens por dia e os custos caem pela metade. A cafeicultora de Pedregulho Fernanda Maciel, que neste ano colheu 70% da produção com máquina, disse que, em média, um hectare feito pela colheitadeira tem um custo de R$ 1,50 e R$ 4 com a mão-de-obra. “O investimento compensa a economia”, disse ela.
Os preços do equipamento variam, podendo chegar a R$ 400 mil. Nem todos têm condições de investir tão alto. Isso é certo, mas também não é problema. Quem não pode comprar aluga a máquina, cuja locação varia entre R$ 150 e R$ 200 a hora. “Alugo do meu vizinho, que não precisa da máquina durante toda a safra”, disse Fernanda.
O próprio presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, Heli Martin, aderiu à colheita mecanizada. A safra deste ano rendeu mil sacas, 80% das quais colhidas por máquina. “O dano causado à lavoura é muito pequeno, por isso muitos cafeicultores estão migrando para a colheita mecanizada”, disse Martin.
O presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Corrente, Marcos Antônio da Costa, disse que naquele município existem hoje 12 máquinas e o número deve crescer. “Acredito que na próxima safra, 70% da colheita será mecanizada.” Na Fazenda Santa Terezinha, no município de Franca, a frota já tem três colheitadeiras. “A colheita mecanizada gera uma economia de 40%”, disse o gerente Evamberto Panelli Fernandes.
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