Técnico em Agropecuária


| Tempo de leitura: 2 min
Contato com o verde, com os animais, com a terra... Para quem gosta da natureza, a profissão de técnico em agropecuária é uma boa opção. Esse tipo de profissional trabalha no campo orientando os agricultores e pecuaristas sobre cada uma das etapas de produção e sobre os fatores que influenciam os seus resultados. Especializam-se em um tipo de atividade rural, como fruticultura (cultivo de frutas), silvicultura (cultivo de florestas), olericultura (cultivo de legumes), por exemplo, e buscam fazer o melhor em suas áreas. De fiscais de produção a administradores de fazendas com altos salários, o amplo leque de oportunidades de trabalho é um dos atrativos para jovens de todo o País buscarem o campo como fonte de estudo e renda. Os cursos são gratuitos e a extensa área agrícola e pecuária brasileira aumentam as chances de emprego aos estudantes recém-formados. Para quem planeja ingressar na profissão, há três escolas técnicas na região (veja quadro nesta páginas) que iniciam no próximo dia 2 de setembro as inscrições para seu vestibulinho 2007. Faça sua opção. CONHECENDO A PROFISSÃO As atribuições do técnico em agropecuária são bem variadas. O profissional executa e fiscaliza todas as etapas da produção agrícola, tais como preparo do solo, irrigação, plantio, colheita, armazenamento, venda; elabora orçamentos de materiais, insumos, equipamentos e mão-de-obra, entre outras atividades. Adriano Coimbra veio de Rondon do Pará, no Pará, há 2073 quilômetros de distância de Franca, para estudar na Escola Técnica “Professor Carmelino Corrêa Júnior”. O motivo: a escola daqui, lá, é conceituada. Em sua terra natal, o colégio agrícola francano já formou inúmeros “agricolinos”, como são chamados os estudantes, e, muitos, segundo Adriano, conseguiram bons empregos. “É uma boa profissão na minha cidade. Tem gente lá que ganha R$ 6 mil na área que escolhi, inseminação artificial”, disse o estudante, que está no terceiro módulo do curso de agropecuária e já pensa em se especializar na área. A especialização, segundo o engenheiro agrônomo e professor Joadir Antônio Dal Secco de Oliveira, capacita o profissional para enfrentar melhor o mercado de trabalho. MULHERES NO RAMO Além de Adriano, outros colegas de escola vieram de longe. Daniel Borges Silva é de Jaíba (MG), há 8h39 de carro até Franca, e mora na escola como os outros estudantes que vêm de fora. “A gente fica longe da família por uma boa causa”, diz. Mas, não só apenas homens que se aventuram a deixar os laços familiares para se profissionalizar. Juliana Aparecida Gonçalves de Carvalho veio de Batatais e divide o alojamento para mulheres do colégio com Adrielle Rodrigues Lariuce (Ituiutaba-MG) e Bruna Martins Calzavara (Jaíba-MG). A lida no campo com enxada e limpeza de pocilgas e do galpão de cunicultura não impressionam nem espantam as garotas. “Escolhemos esta profissão e nem nos importamos com isso. É como qualquer outra”, disse Adrielle, que mesmo aprendendo o duro trabalho do campo, não deixa a vaidade de lado com cabelos e unhas cuidados e batom nos lábios.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários