A propaganda convocando os eleitores a participar das eleições que se aproximam é pertinente, afinal, a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos.
No entanto, a afirmação metafórica de que os postulantes aos cargos públicos, tanto no Executivo como no Legislativo, são empregados e os eleitores são os patrões é, no mínimo, esdrúxula. Se assim o fosse, muitos dos representantes do Executivo e Legislativo já eleitos teriam seus mandatos impugnados, pois escolaridade básica e “folha corrida” são pré-requisitos mínimos, obrigatórios e cumulativos para qualquer trabalhador, que também não dispõe de uma tal de imunidade para praticar crimes e continuar exercendo suas atividades como se nada tivesse acontecido.
Ana Célia de Freitas
é educadora
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