A doméstica Francisca Torres Cantanhede, 35, o irmão, os dois filhos e os cinco sobrinhos, moradores do Jardim Boa Esperança, ficaram 30 dias sem água e sem banheiro. Segundo contam, no dia 31 de julho, o dono dos imóveis que alugam, o comerciante JB, mandou dois pedreiros ao local para quebrar o banheiro com eles ainda na casa.
Francisca, que estava com os pagamentos do aluguel e da conta de água em dia, ficou indignada com a situação e procurou a Justiça. A advogada Joelya Branquinho entrou com ação de obrigação de fazer pedido de tutela antecipada no dia 21 de agosto e o juiz determinou que JB reformasse o banheiro, instalasse o tanque de lavar roupas, religasse a água e retirasse os entulhos do local. O dono das casas iniciou os trabalhos ontem.
Sem o fornecimento de água e sem sanitários, a família Cantanhede recorreu aos vizinhos e patrões para tomar banho, usar o banheiro e ter água para beber e cozinhar. “Foi uma humilhação muito grande para mim ter de pedir emprestado durante um mês”, disse Francisca, que não descarta a possibilidade de ingressar com uma ação contra o comerciante JB por danos morais.
A advogada dela estuda o caso e pedirá indenização de 40 salários (R$ 14 mil), o máximo do Juizado Especial Cível. “O proprietário do imóvel locado ultrapassou todos os direitos dele e pode ser cobrado por isso”, disse Joelya. Francisca aluga a casa há oito anos.
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