Falta higiene e sobra sujeira na Praça do Itaú


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Tetos de barracas da Praça Dom Pedro II estão sujos e oferecem riscos aos alimentos
Tetos de barracas da Praça Dom Pedro II estão sujos e oferecem riscos aos alimentos
Comer um pastel ou uma coxinha no Centro de Franca pode significar um risco à saúde. Na Praça Dom Pedro II (Praça do Itaú), a maioria das barracas que vendem alimentos está com a cobertura suja. São folhas e galhos de árvores, fezes de pombos e fuligem de queimadas que caem e ficam acumuladas por falta de limpeza diária. Além disso, cuidados básicos com o manuseio e a conservação dos alimentos e bebidas servidos não são seguidos. Basta permanecer dois minutos em uma das unidades instaladas no local que trabalham comercializando alimentos para constatar que o mesmo atendente que recebe o dinheiro dos consumidores, sem proteção, pega o salgado dentro da estufa. O óleo de fritura é sujo e fica descoberto. Além disso muitos vendedores não usam touca ou boné ou qualquer outra proteção para não contaminar os alimentos. A refrigeração das bebidas é praticamente inexistente. Os alimentos ficam em caixas de isopor durante todo o dia. Para lavagem das mãos ou de utensílios, os trabalhadores das barracas de comida contam apenas com um tanque de uso coletivo e um banheiro restrito aos barraqueiros. Para o médico infectologista Rubens Pereira Santos, alimentos mal elaborados podem transmitir doenças, principalmente os de consistência cremosa e os crus. “A circulação de bactérias nesse tipo de ambiente sem o mínimo de higiene ocorre com mais facilidade e pode contaminar os alimentos e provocar diarréia e vômito. Em casos mais graves, como nas intoxicações alimentares, as reações podem levar à morte”. Responsável pela fiscalização da qualidade dos alimentos comercializados em Franca, Fernando Baldochi, chefe da Vigilância Sanitária de Franca, reconhece que o risco existe, mas avisa que a próxima vistoria nas barracas só ocorrerá em novembro. “Estamos com uma programação segundo a ordem de risco e reclamações, fizemos vistorias em açougues e supermercados. Agora fiscalizaremos os clandestinos e depois faremos os ambulantes”, disse. Baldochi disse que 80% das reclamações gerais que chegam à Vigilância decorrem da forma de manipulação e apenas 20% são relacionadas a infra-estrutura. “O problema pode ocorrer em um belo restaurante. A pessoa por descuido coloca a mão no rosto, no cabelo e retorna para o alimento.”

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