Golpe nasceu em cadeias de SP


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O golpe do cartão nasceu há dois anos no interior de presídios de São Paulo e rapidamente se alastrou para cadeias de todo o País. É uma maneira de os detentos inserirem créditos em seus telefones celulares para falar com a família ou comandar ações criminosas. Em Franca, o golpe se intensificou no começo deste ano. Também há registro de vítimas em Patrocínio Paulista, Ituverava e Batatais. As ocorrências são apuradas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Não temos dúvidas de que as ligações partem de dentro de cadeia. O criminoso que está nas ruas arruma outros meios para conseguir dinheiro. Já foram identificadas ligações de presídios do Rio de Janeiro e Fortaleza”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim. Segundo o policial, o fato de presos trocarem constantemente de celulares e usarem chips com DDDs de diferentes regiões dificulta suas localizações. “Enquanto eles não são descobertos, as pessoas devem ficar atentas e desconfiar de ligações suspeitas. Ninguém sai dando nada de mão beijada para os outros. Em caso de dúvida, é melhor desligar ou procurar a polícia.”

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