A dona de casa Nair Penha de Jesus, 36, procurou a imprensa para tentar resolver um sério problema na perna, mas, três dias após a publicação da reportagem pelo Comércio, nada mudou. A Prefeitura ignorou o caso e ela continua com dores, à base de analgésicos e calmantes.
Desde sexta-feira, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, tem ciência do caso, mas não se pronunciou a respeito. A reportagem encaminhou e-mails ao seu gabinete, deixou recados com a secretária, mas não obteve resposta. O celular dele estava na caixa de mensagens ontem.
O secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Roberto Rocha, também foi informado sobre o problema no dia 25, mas disse que para agendar uma visita domiciliar da equipe, Nair, mesmo com dificuldades para andar, deveria pedir a vizinhos ou parentes para procurar o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro.
Há quase quatro meses, Nair caiu na banca de pesponto em que trabalhava e quebrou uma prótese na perna esquerda. Desde então, passa boa parte do dia deitada e tem fortes dores.
Atendida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), recebeu orientação para fazer repouso e tomar remédios. Ela chegou a receber alta, mas como as dores persistiram, fez uma consulta particular e descobriu, no dia 22, após radiografia, que precisa de cirurgia para trocar a prótese e tirar um parafuso que havia se soltado.
A operação custa R$ 15 mil ou dois anos de espera na fila do SUS.
Para ajudar é (16) 3721-9770 ou Rua Alely Antunes de Paula, 1.884, no Jardim Aeroporto III.
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