Ônibus irregular opera entre Claraval e Franca há um mês


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O coletivo é o único meio dos moradores da cidade mineira, que não têm carro, viajar até Franca
O coletivo é o único meio dos moradores da cidade mineira, que não têm carro, viajar até Franca
A empresa de ônibus Leroli, que faz a linha Claraval (MG)/Franca, opera de forma irregular há um mês. A empresa, de propriedade de Ronaldo Garrocini, é a única que presta o serviço entre as duas cidades com três viagens diárias e transporta, em média, 20 passageiros por viagem. Garrocini, que tem apenas um veículo, admite que está trabalhando de forma irregular, mas que deu entrada no licenciamento na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Mesmo sem a documentação em dia, ele continua trabalhando no itinerário de 25 quilômetros na Rodovia Presidente Tancredo Neves. “Todos os documentos foram encaminhados. Inclusive entrei em contato com um fiscal da ANTT que deve vir a Claraval na próxima semana”, disse ele. O preço cobrado pela passagem é de R$ 3 e ele tenta financiar a compra de um novo ônibus. O problema da falta de ônibus naquela região começou depois que outra empresa, a Viação São Cristóvão, que fazia a mesma linha, deixou de rodar. A ANTT chegou a publicar nesta segunda-feira, 21, no Diário Oficial, a Resolução nº 1.587/06, datada de 17 de agosto, que trata da cassação da permissão para a prestação de serviço. As alegações são de que a empresa paralisou o serviço por mais de 15 dias, segundo publicado no site da ANTT. Com isso, os moradores daquela cidade que precisam viajar até Franca estavam sem transporte, dependendo de carona. A informação foi confirmada pelo chefe de gabinete da Prefeitura de Claraval, Laércio do Carmo Giglio, revelou o abandono da linha pela antiga empresa. Uma das explicações para encerrar as atividades seria de que a São Cristóvão estaria endividada, porém, a reportagem do Comércio não conseguiu confirmar essa informação, pois o telefone que se encontrava na lista e no cadastro da ANTT do nome da empresa era de uma residência. “Já tentamos colocar outra empresa para fazer essa linha, por meio de licitação, mas ninguém se interessou devido ao investimento. Já o Ronaldo está tentando regularizar a situação na ANTT. Mas ele paga todos os impostos na Prefeitura”, disse Laércio Giglio. A empresa Leroli também transporta 40 alunos da zona rural até as escolas e de 30 universitários que estudam em faculdades de Franca. “Essa contratação foi feita por meio de licitação e está regulamentada”, disse o chefe de gabinete Laércio Giglio. O superintendente de serviço para transporte de passageiros da ANTT, José Antônio Schmidt de Azevedo, disse que a Prefeitura não pode conceder licença para transporte interestadual de passageiros. “Caso a situação esteja crítica e não tenha outra empresa para fazer as viagens (o que o é o caso), a Prefeitura pode solicitar uma licença especial por 180 dias e neste prazo é preciso resolver o problema”, disse ele. Apenas a ANTT concede este tipo de licença.

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