Duas realidades bem diferentes marcam o departamento de futebol da Associação Atlética Francana. O time Sub-20, montado às pressas após a diretoria desistir da Copa Federação Paulista de Futebol, está classificado antecipadamente para a segunda fase do Estadual, fato que não ocorria há mais de dez anos. Já no setor financeiro, uma dívida do ano 2000, cujos valores atualizados totalizam incríveis R$ 350 mil, bate à porta do clube. O prazo final para pagamento vence hoje e até a tarde de ontem a diretoria ainda não havia contatado os advogados da ex-empresa de marketing esportivo Romero Papa e Aulicino. O montante é resultado de uma decisão judicial, confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado após o clube recorrer da decisão do juiz da 1ª Vara Cível de Franca, João Sartori Pires. A publicação do deferimento aconteceu no dia 14 deste mês, no Diário Oficial.
O caso começou depois que um contrato entre o time e a empresa extinta, firmado em dezembro de 1999, foi rompido em fevereiro de 2000. Os empresários Sérgio Romero Papa e Luiz Fernando Aulicino entraram na Justiça para receber a multa de mil salários mínimos alegando descumprimento de exigências do contrato de parceria. O processo correu à revelia (sem contestação da ré) por um período. Em 2001, uma interpelação foi enviada para apreciação no Tribunal de Justiça do Estado.
Segundo o advogado dos empresários, Luiz Carlos de Arruda Camargo, uma proposta de negociação deverá acontecer. “Acredito nisso. Eles (a Francana) não podem deixar (correr) solto”, opinou. Ele não descartou que o valor da causa possa diminuir após uma proposta da esmeraldina. “É lógico (que poderá haver abatimento). Se puderem adiantar essa dívida e houver um consenso, vamos acertar”, apontou o advogado. Camargo disse que os empresários que representa não limitaram uma possível negociação com o clube. Ele revelou que, após receber uma eventual proposta alviverde, entrará em contato com Sérgio Romero e Luiz Felipe Aulicino.
Por outro lado, o presidente José Lancha Filho salientou que pagar o alto valor é impossível. “Vamos encontrar uma forma jurídica de solucionar isso”, indicou. De acordo com a decisão, caso não seja feito um depósito judicial ou o pagamento, será acrescido ao valor uma multa de 10%. O mais provável é que haja a penhora de bens imóveis do clube.
Enquanto a diretoria quebra a cabeça, o técnico do Sub-20, Jordan de Freitas, prefere só falar de futebol. Ontem, ele revelou os próximos adversários da Francaninha: Santos ou Palmeiras.
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