Uma dos maiores acervos particulares de livros de Franca pode ir para bem longe. A família do professor João Pereira Penha, falecido há três anos, está prestes a vendar a biblioteca de 8 mil volumes que pertenceu ao professor para a Faculdade Unirg, de Gurupi (TO). Ontem, um representante da instituição, Plínio Pinto Teixeira, esteve na cidade para conhecer de perto a biblioteca. “É um acervo extremamente pertinente, coeso, que traduz uma linha de pensamento. O Estado do Tocantins precisa dele e nós estamos muito empenhados em levá-lo. Estamos maravilhados”, disse. As negociações junto à família já começaram há algum tempo, mas por ser uma universidade pública (mantida pela prefeitura) é preciso passar por uma série de trâmites burocráticos. “Esperamos que até o fim do ano tudo esteja resolvido”, disse Plínio. A família prefere não revelar em quanto está avaliado o acervo.
Segundo uma das filhas do professor João Penha, Maria Amália Figueiredo Pereira Alvarenga, levar essa biblioteca para universidade era o sonho de seu pai. “Ele queria ter feito isso quando estava vivo. Sempre dizia que queria ver esses livros em uma universidade”, disse. “Vamos sentir falta dos livros. Mas ficaremos felizes de realizar o sonho do papai”, completou.
João Penha começou a comprar livros aos 17 anos. Desde então nunca mais parou. Sempre que viajava tinha que levar uma mala vazia para trazer os livros que comprava. No seu acervo há livro que datam do século 17. É uma biblioteca que contempla principalmente as áreas do Direito, Letras e humanidades.
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