Adriana: definição, só depois de outubro


| Tempo de leitura: 2 min
Adriana Telini na saída do Fórum de Franca em julho deste ano. Investigações sobre advogada ligada ao crime na OAB e na CPI do Tráfico de Armas, no Congresso, estão paralisadas
Adriana Telini na saída do Fórum de Franca em julho deste ano. Investigações sobre advogada ligada ao crime na OAB e na CPI do Tráfico de Armas, no Congresso, estão paralisadas
A advogada francana Adriana Telini Pedro entrou, na última sexta-feira, no último mês em que está impedida de exercer a advocacia depois da suspensão preventiva de 90 dias imposta pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Ribeirão Preto. Mas as investigações na OAB e no Congresso Nacional estão paralisadas. No Congresso Nacional, tudo ficará em ponto morto até as eleições de 1º de outubro. O recesso branco, no qual os deputados deixam Brasília às moscas para fazer campanha à reeleição nos respectivos Estados, praticamente paralisou as atividades na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tráfico de Armas, no qual a advogada francana depôs no começo de julho. A paralisação em Brasília interrompeu também a intenção de ouvir o bandido Evandro Carlos da Silva, com o qual Adriana Telini teve um tórrido romance e também mantinha contatos, através de telefone celular, com o bandido, preso em uma cadeia do interior de São Paulo. Segundo o presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), o depoimento de Evandro seria fundamental para esclarecer como era feito o tráfico de drogas e armas na região e a participação de Adriana Telini no esquema. A tão prometida proteção da Polícia Federal, simplesmente não chegou a Franca. Em Ribeirão Preto, até hoje, ninguém sabe se a diretoria geral, em Brasília, emitiu ou não um ofício determinando a transferência de um policial da base de Ribeirão Preto para Franca com o objetivo de proteger a advogada de alguma eventual ameaça. Na OAB, silêncio total. O processo disciplinar corre em absoluto sigilo na comissão em Ribeirão Preto. O julgamento de Adriana só será discutido na primeira semana de setembro, na próxima reunião do tribunal, quando o seu presidente, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, recolocará o assunto na pauta. O certo é que, no dia 23 de setembro, acabará a suspensão de 90 dias e, assim, Adriana poderá voltar a dar expediente em seu escritório, na Rua Marechal Deodoro. Com a paralisação das investigações em Brasília, tanto no Congresso Nacional como na Polícia Federal, e com o processo trancafiado a sete chaves em Ribeirão Preto, o temor é que o esquecimento seja terreno fértil para o crescimento da impunidade, e que tudo acabe em “pizza”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários