Uma pilha de 135 processos cíveis, federais e trabalhistas na Justiça cobrando dívidas com a Francana e uma sentença dada pelo juiz da 1ª Vara Cível, João Sartori Pires, determinando o pagamento de R$ 350 mil à empresa de marketing esportivo Romero Papa e Aulicino, ex-parceira do clube em 1999-2000, com prazo até a terça-feira. Problemas que levam o rombo nas finanças do clube a quase R$ 1 milhão, mas que a diretoria diz que não levará a Associação Atlética ao fechamento das portas.
À decisão final dessa ação de R$ 350 mil, a de valor mais alto até agora, não cabe mais recurso. O prazo para pagamento é de duas semanas, contadas a partir do dia 15 deste mês.
Atualmente, os recursos do clube vêm principalmente da participação no Festival de Prêmios, que rendem cerca de R$ 12 mil por mês, além de algumas promoções esporádicas.“Não temos como pagar agora, a não ser que ela seja dividida”, disse o presidente, José Lancha Filho. O próprio diretor no setor jurídico, Pedro José Olivito Lancha, anunciou que o caso deve ir à penhora, ou seja, o prazo estabelecido para pagamento não será cumprido. “A Justiça deverá determinar a penhora.”
O Estádio Nhô Chico e a sede social são os bens imóveis que o clube ainda possui e que podem ser penhorados. Apesar da área já estar penhorada por determinação de outras ações, o valor dos prédios é contabilizado em cerca de R$ 40 milhões, muito acima do que cada processo cobra.
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