A missal dominical possui três trechos bíblicos que constituem a “liturgia da Palavra”.Em cada texto é revelado o amor de Deus Pai por nós.
A primeira leitura deste domingo conta o encerramento da conquista da Terra Prometida. Para concluir esse evento, Josué convocou uma assembléia geral em Siquém, e ai o povo renova os compromissos da aliança com o Deus libertador. Josué faz uma síntese da história do povo de Deus, desde o tempo de Abraão até o momento presente: Deus cumpriu as promessas, feitas no passado, libertou da opressão do Egito e conduziu o povo à liberdade e à vida na Terra Prometida. Agora cabe ao povo escolher com quem quer ficar: com o Deus fiel ou com os deuses dos amorreus. O povo responde: “Longe de nós a idéia de abandonar o Senhor para servir a outros deuses, pois o Senhor é o nosso Deus”.
Permanecer servindo ao Senhor Deus significa abandonar os ídolos e abraçar o desejo de servir única e exclusivamente à vida e à liberdade.
Servir a Deus é aderir, com liberdade e alegria, a tudo que nos dá vida e paz.
A primeira leitura é tirada do Livro de Josué capítulo 24.
Os versículos que compõem a segunda leitura fazem parte de uma série de orientações para a vida familiar. Com a imagem da mulher que é submissa ao marido, o autor da carta (Paulo) faz um paralelo com a Igreja que deve ser submissa a Cristo. Contudo, o que norteia todo o texto é esta expressão: “Sejam submissos uns aos outros por temor a Cristo.
Cristo é o ponto de partida para todo tipo de relacionamento entre as pessoas. O texto de hoje mostra qual é a tarefa do marido: “Que os maridos amem as esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Quem ama sua esposa, ama a si mesmo”.
Ao falar da missão do marido em relação à esposa, o autor da carta aos Efésios quer apontar para uma relação mais profunda e misteriosa, a de Cristo com a Igreja. Ele a amou e se entregou por ela. A Cristo não agrada uma Igreja marcada de aparências e sim uma Igreja que seja seu corpo, mãos, pés, ouvidos e coração, a fim de ouvir e ver o que ele ouviu e viu, e fazer o que ele fez. É sempre necessário examinar o modo como nos relacionamos, para ver se o critério é o serviço até a doação da vida. A segunda leitura é um trecho da Carta aos Efésios, capítulo 5.
Os versículos que compõem o evangelho pertencem à conclusão do capítulo 6 de São João. A Eucaristia e a encarnação de Jesus nos levam a um posicionamento: ou aceitamos Jesus e nos comprometemos com ele, ou nos escandalizamos dele e nos afastamos do seu projeto de vida e liberdade.
Na pessoa de Jesus, Deus oferece à humanidade um pão que sustente para sempre. Esse pão é a pessoa de Jesus, o maior presente que o Pai fez ao mundo. Quem recebe esse pão e o assimila, descobre que Deus lhe confia uma tarefa, que é adesão a Jesus, tornando-se, também, pão partilhado para a vida de todos.
O Espírito Santo é força que animou Jesus na tarefa de ser pão para a vida do mundo. Ele é a força do amor. Os que amam sabem que a vida não tem sentido se não se traduzir em pão, isto é, em dom a ser partilhado com os outros.
Participando da missa hoje (sábado) ou neste domingo, você poderá ouvir muito mais e sentir o valor do amor que se doa ao próximo.
PADRE JOSÉ GERALDO SEGANTIN é pároco da Catedral
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