Eles são jovens - o mais velho tem apenas 21 anos - estavam bem vestidos e não apresentam aparência de criminosos. Todos são moradores do Jardim Paulista, bairro em que mora a doméstica ZMS, e não têm trabalho fixo.
Os quatros suspeitos de envolvimento na morte brutal de Gilmar Vilela são amigos e se conhecem há muito tempo. A relação deles com a pivô do linchamento é muito próxima. Entre os averiguados que passaram a tarde de ontem prestando depoimento na sede da DIG estava o desempregado MLS, 21, filho da doméstica.
Ele conversou informalmente com a reportagem, mas não quis gravar entrevista. “Agora estou nervoso. Na hora que resolver falar, entro em contato com vocês”. À polícia, ele disse ter procurado Gilmar Vilela para questioná-lo sobre o estupro, mas não o teria encontrado.
MLS não é o único suspeito que tem relação com a suposta vítima do estupro. JAS, 20, é namorado da filha da doméstica. O rapaz também evitou entrevistas e negou ter ajudado a matar Gilmar Vilela, de quem era cunhado.
Entrevistado pelo Comércio, o advogado dos suspeitos, Eduardo Costa Berbel, disse que seus clientes são inocentes. “Eles não têm ligação nenhuma com o crime. Nem mesmo o filho da vítima, de quem se imaginava uma grande revolta. (Ele) Não tem qualquer envolvimento”.
Os quatro amigos foram liberados no começo da noite de ontem, mas continuam sendo investigados pela equipe de homicídios da DIG. “Agora, sairemos a campo para investigar e provar que a versão deles não é verdadeira”, disse o investigador Wellington Amato.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.