Suspeitos de linchamento negam crime


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Corpo de Gilmar Vilela, localizado há duas semanas, com sinais de espancamento em cafezal na saída de Franca para Ribeirão Corrente: suspeitos negaram envolvimento no crime
Corpo de Gilmar Vilela, localizado há duas semanas, com sinais de espancamento em cafezal na saída de Franca para Ribeirão Corrente: suspeitos negaram envolvimento no crime
Quatro suspeitos de terem linchado o desocupado Gilmar Vilela se apresentaram ontem. Acompanhados de um advogado, eles estiveram na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), admitiram ter procurado a vítima, mas negaram participação no crime. Segundo a polícia, a versão apresentada por eles contém inúmeras contradições. Como não estavam com a prisão decretada pela Justiça, foram liberados após prestarem depoimento. Entre os averiguados estava o filho da doméstica ZMS, 38. A mulher foi o pivô do bárbaro crime. Na tarde do sábado, 12, ela procurou a polícia e disse ter sido raptada junto com o namorado por um desconhecido. O indivíduo, que seria Gilmar Vilela, teria matado seu acompanhante e a violentado em seguida. Horas depois de a mulher denunciar o caso, um bando agarrou Gilmar e o torturou e matou com facadas. Os investigadores da DIG identificaram quatro suspeitos, mas eles só resolveram se apresentar após o Comércio da Franca publicar que teriam a prisão temporária decretada caso continuassem desrespeitando a intimação. No início da tarde de ontem, os suspeitos foram à delegacia e tentaram se esquivar das acusações apresentado versões que não convenceram os policias. “Eles afirmam que foram ao bairro onde Gilmar estava e o levaram ao Jardim Paulista com a finalidade de tirar a limpo se ele havia estuprado a doméstica. Ao chegarem lá, teriam sido cercados por populares, que passaram a agredir Gilmar. Com medo, teriam tirado a vítima do local e a abandonado em uma praça”, disse o investigador Wellington Amato. Os policiais apreenderam com os suspeitos uma moto e o Chevett branco que teriam usado para levar Gilmar Vilela até o cafezal onde ele foi encontrado morto. Os veículos serão periciados para constar se contêm algum material da vítima. “Continuaremos com as investigações, pois muita coisa ainda precisa ser apurada. Com certeza, eles mentiram e terão que explicar porque Gilmar apareceu morto. Estamos em busca de mais provas e estudaremos a possibilidade de pedir a prisão temporária dos envolvidos”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior.

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