Auditoria tenta recuperar documentos


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Os “esqueletos” saindo do guarda-roupa da Francana ainda não pararam de aparecer e a auditoria de uma empresa de Campinas contratada pela atual diretoria para levantar documentos contábeis não localizados ainda aguarda informações de 295 requisições enviadas a ex-presidentes, advogados e contadores do clube. A papelada desaparecida vai de 1999 até abril de 2005. A busca da auditoria começou em setembro do ano passado e deve terminar no mês de outubro. As circulações, como foram denominadas essas solicitações de informação, tentam levantar transferência de jogadores, notas fiscais de pagamentose e comprovantes de depósitos. Um dos diretores do alviverde no setor Jurídico, Pedro José Olivito Lancha, o “Pezé”, comentou que muitos desses papéis desaparecidos poderiam ajudar o clube em contestações judiciais. Um dos exemplos apontados pelo advogado é uma ação de R$ 20 mil movida por um ex-supervisor da agremiação. O valor pleiteado se deve a gastos alegados pelo mesmo. Ele alega que após efe tuar pagamentos em nome do alviverde, não teria sido ressarcidos. “A auditoria finalizará com o número de respostas que conseguir. Tentaremos descobrir o que for possível”, disse Pezé. Segundo ele, uma das principais preocupações do clube atualmente é negociar as ações trabalhistas, como do goleiro Alexandre e do meia Toinzé. Ao primeiro, a esmeraldina paga R$ 13.320 em quatro parcelas. A última vencerá em novembro. Após essa, o clube tentará negociar com o outro atleta, que tem uma dívida em valores corrigidos de R$ 45 mil. “Já tivemos conversando com ele”, apontou o diretor. Para agravar esses rombos financeiros, o calendário continua passando para a Francana, que tem até a próxima terça-feira para liquidar uma cobrança judicial no valor de R$ 350 mil para a ex-empresa de marketing esportivo Romero Papa e Auliciano, de São Paulo. O veredicto da ação foi dado pelo Tribunal de Justiça e não cabe mais recurso. “Esse caso deverá ir para a penhora”, anunciou Pezé, indicando ser impossível o pagamento até a data prevista. O grupo foi ex-parceiro do time de dezembro de 1999 a fevereiro de 2001. O contrato foi assinado pelo então presidente José Martiniano de Oliveira. Ele renunciou em janeiro e deu lugar a Milton Dutra, que foi sucedido após quase um mês pelo empresário Rui Pieri.

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