Se não fosse pela atenção dos funcionários da perfumaria, que se lembraram de um furto anterior praticado pelo casal, dificilmente os peruanos seriam descobertos. Jovens, simpáticos e bem vestidos, não são criminosos do tipo que levantam suspeitas.
Usando uma camisa social vermelha, calça jeans e tênis de marca famosa, o rapaz disse que era artesão e veio de São Paulo em busca de serviço. “Pretendia me encontrar com alguns patrícios para montar uma banca e vender produtos de artesanato. Estava tirando a conta para pagar, quando os policiais chegaram.
Comigo, não acharam nada”. Ele disse que esqueceu os documentos em São Paulo e que ninguém os solicitou durante a viagem de ônibus. Garantiu que não está ilegal no Brasil.
Sua acompanhante usou a mesma desculpa para justificar a falta dos documentos pessoais. Com um sotaque carregado, admitiu que havia colocado vários alicates por dentro da blusa, mas que desistiu do crime. “Eu estava pensando (em furtar), mas me arrependi e falei: melhor não. Vou pagar tudo. Fiquei com medo, mas, quando fui pagar, a polícia chegou”.
Indagada sobre o que farei com tantos alicates de unha, disse que não pretendia vendê-los, como acreditam os policiais. “Faço pé e mão, né?. É para trabalhar, para ter guardado”. Antes da entrevista, a suposta manicure havia dito que era artesã.
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