Com 34 anos de experiência, o comandante aposentado Paulo Xavier, que fez carreira na Transbrasil e hoje mora em São Paulo, foi consultado pela reportagem sobre os problemas apresentados pelo avião Brasília, ontem, em Franca. Xavier ratificou as declarações do gerente da Passaredo, Gladstone de Castro, e disse que os problemas apresentados pela aeronave são, de certa forma, rotineiros.
O pneu estourado no pouso, segundo o comandante, não poderia acarretar conseqüências mais graves. “O único perigo seria a borracha do pneu entrar na hélice ou na turbina, mas isso causaria danos apenas ao avião. Os passageiros não correram o mínimo risco de morte em decorrência disso”, disse.
Quanto às panes técnicas, Xavier disse que dificilmente elas ocasionariam a queda do avião. Comparou a um problema mecânico que pode acontecer em um carro durante uma viagem. “Isso aí acontece às vezes e também não assusta tanto. A situação só se complicaria se fosse algo muito grave, o que não parece ser o caso, já que o avião seguiu viagem pouco depois. Além disso, os pilotos são treinados e têm experiência para detectar qualquer tipo de anormalidade com o equipamento”.
Xavier disse que o Brasília pode ser considerado um avião seguro. “É moderno, tem diversos sistemas de aviso quando ocorre qualquer problema. Não é porque teve uma pequena pane que o avião vai cair. Longe disso. É a forma mais segura de se viajar.”
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