Hélio Rubens critica desempenho da seleção


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O treinador do Franca Basquete, Hélio Rubens Garcia, lamentou a participação do Brasil no Campeonato Mundial. Ex-treinador da seleção, ele disse que faltou comando ao seu sucessor, Lula Ferreira. Hélio viaja hoje para o Rio de Janeiro, onde gravará participações para o SporTV e comentará os jogos da próxima fase do Campeonato Mundial. Comércio da Franca - Como o senhor avalia a participação do Brasil no Campeonato Mundial? Hélio Rubens - É muito lamentável que o Brasil tenha feito a pior campanha da história do basquetebol brasileiro em campeonatos mundiais, principalmente por causa da grande tradição. O Brasil já foi duas vezes campeão do mundo e também foi vice. Ninguém esperava, até porque é uma geração de jogadores consagrados a nível internacional. Esse é um momento de repensar os conceitos do jogo de basquete para fazer um bom trabalho, visando as próximas olimpíadas e o pré-olímpico do ano que vem. Agora não adianta crucificar quem quer que seja. Comércio - Quais foram os maiores erros da seleção? Hélio - Acho que houve ofensivas muito precipitadas, definindo muito cedo, sem esperar o melhor momento para decidir. Faltou sintonia entre a comissão técnica e os jogadores, mais determinação para realizar o que tinha de ser feito. E nessas coisas, os outros tendo isso também, acabam fazendo a diferença favorável para um ou para outro. Por isso, a gente tem que fazer uma grande avaliação para que a gente possa efetivamente ser fiel às regras internacionais em termos de maneiras de jogar, porque a potencialidade e o nível técnico desses jogadores são indiscutíveis. Todos eles jogam em grandes times do mundo, na Europa, na NBA, são consagrados e reconhecidos como grandes jogadores. Comércio - O que precisa melhorar? Hélio - Eu acho que tudo. Houve momentos bons na defesa, outros não. No ataque, muita precipitação, muita ansiedade para decidir, quando hoje você tem que ter calma, obrigar a defesa a cometer falta, garantir a briga nos rebotes e a volta para a defesa. São conceitos do jogo que hoje são exigidos e se procura realizá-los com muita seriedade, e o Brasil é um pouco tolerante com relação ao não cumprimento desses conceitos. Comércio - Você acha que o Lula errou de alguma forma? Hélio - Isso não vem ao caso. Acho que faltou comando, no sentido de determinar uma maneira consistente de jogar. Isso faltou porque teve preparação, pois houve dez jogos internacionais. Comércio - O que o senhor faria se ainda fosse técnico da seleção? Hélio - Isso depende do treinamento. Eu implantaria um sistema de jogo de acordo com as características dos jogadores, com os conceitos universais. Ia tentar implantar isso de comum acordo com os atletas, quer dizer, um trabalho de comprometimento coletivo.

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