O advogado da empresa de marketing esportivo Romero Papa e Aulicino, Luiz Carlos de Arruda Camargo, disse ontem à tarde, por telefone, que os empresários Sérgio Romero Papa e Luiz Felipe Aulicino podem aceitar o pagamento da dívida após negociação com a Francana. Ele cuidou do processo a partir de 2001, quando a ação foi para o Tribunal de Justiça, em São Paulo, e esclareceu: “A decisão judicial é definitiva e não cabe recurso”.
Arruda disse ainda não ter sido procurado pela diretoria do clube. Mesmo assim, considerará possíveis acordos propostos. “Assim que formos procurados, vamos buscar uma forma conveniente a todos.”
A empresa, que era sediada na capital, já não existe. Luiz Felipe Auliciano, também advogado, trabalha na área de direito esportivo. Romero Papa, seu sócio, não foi localizado. Após saber da sentença, Auliciano disse que a intenção é receber o valor devido. Ele informou desconhecer o montante a ser recebido. No contrato firmado entre a Veterana e a empresa, a multa por rescisão contratual prevista é de mil salários mínimos. Por isso a dívida está atualmente em R$ 350 mil. “Ficamos bastante entristecidos. Fomos nutridos das melhores intenções e queríamos a ascensão da Francana, mas alguns entenderam por bem não manter essa parceria, não sei por que”, argumentou Luiz Felipe.
A empresa nunca trabalhou com outro clube de futebol e os dois empresários foram apresentados à diretoria - na época, o presidente era José Martiniano de Oliveira -, por Kalil Rocha Abdala, padrinho de casamento de Auliciano e pertencente ao departamento jurídico do São Paulo Futebol Clube. “Tínhamos um contrato e ele não foi honrado. Agora temos um título judicial executável e vamos nos empenhar para recebê-lo”, disse Aulicino.
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