Francana tem prazo de cinco dias para pagar dívida de R$ 350 mil


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A Francana tem cinco dias, a partir de hoje, para efetuar o pagamento de R$ 350 mil, valor referente a uma ação judicial movida pela empresa de marketing esportivo Romero Papa & Aulicino. A mesma, com sede em São Paulo, geriu o departamento de futebol do clube de dezembro de 1999 a fevereiro de 2000, quando houve a separação das partes. A decisão foi do Tribunal de Justiça do Estado. A publicação da sentença data de 14 deste mês, sendo que o montante terá que ser recolhido em 15 dias, ou seja, até terça-feira (29). O clube perdeu o prazo para recorrer ao Supremo Tribunal Federal e o caso transitou em julgado. Se descumprir, a Francana poderá ter bens penhorados. A Romero Papa entrou com a ação em 21 de fevereiro de 2000 por considerar que o contrato existente havia sido descumprido pela Veterana. As alegações mencionadas no processo são de que o time permitiu que as rendas dos jogos de 30 de janeiro, contra o Santo André, 9 de fevereiro, contra o Comercial, e 13 de fevereiro, contra o Juventus, fossem penhoradas em razão de dívidas anteriores. Outro ponto foi a não-liberação do jogador Marquinhos Paraíba, contratado pela empresa e repassado ao clube. A duração do contrato de co-gestão era de cinco anos e previa a construção de um centro de treinamento, um centro de fisioterapia e fisiologia e a reforma da sede social por parte da empresa. Nenhuma obra foi sequer iniciada. Durante os três meses em que houve a parceria, o time foi presidido por José Martiniano de Oliveira e, em seguida, por Rui Pieri. Os advogados que defenderam a Veterana no caso durante estes seis anos foram Rui Engracia Garcia, Raimundo Alberto Noronha e Leandro José Franco Damy, que entrou quando a Romero Papa já havia ganho em primeira instância. Ele então recorreu ao Tribunal de Justiça. Para o atual presidente do clube, José Lancha Filho, que concedeu entrevista ao Comércio da Franca ontem à noite, a decisão foi uma “surpresa”. “Ninguém nos informou e ficamos como marido traído. O clube não tem capacidade financeira para arcar com R$ 350 mil”, disse. Se não bastasse esse processo, o alviverde tem ao menos outros 68 casos de execução no Fórum. “(A dívida) Era calculada algo em torno de R$ 900 mil. Agora somam-se mais esses R$ 350 mil”, calculou o presidente. Antes desse rombo, a maior cobrança judicial era no valor de R$ 45 mil, executada pela TV Record. O clube descumpriu os prazos para pagamento e agora tenta um acordo com o requerente. Colaborou Sérgio Marques e Vinicius Araujo

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