Na ponta


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Piercing é uma palavra inglesa que significa perfuração. Usado no País por diversas tribos urbanas como moda, expressão pessoal ou de grupos, o piercing era um recurso usado em tempos remotos como rito espiritual por indígenas ou até distinção de classe social. Nos dias atuais, o acessório se destaca entre os jovens por sua linguagem ousada, que às vezes choca, mas que geralmente não passa de ornamento de sensualidade. Sua popularidade atraiu diversos francanos, que aderiram ao uso não apenas como um acessório de moda, mas também como uma maneira de expressarem emoção, angústias, revoltas e estado de espírito, além de serem instrumentos de exibição para o grupo em que convivem. São geralmente usados como acessório na sobrancelha, nariz, orelha, língua, umbigo. Alguns adeptos de modalidades bizarras, no entanto, os colocam nos locais mais estranhos, como mamilos e até mesmo no pênis ou lábios vaginais, uhhhrrrrrrrg! Seja onde for que escolha colocar um piercing, o cuidado com a higiene e o material usado na fabricação da peça devem ser levados em consideração. No mercado, existem diversos tipos. Os mais indicados são os de aço cirúrgico, de titânio e também os de ouro branco, “pois contribuem para não inflamar”, como explica o piercier (nome dado aos colocadores de piercing) Roberto Filgueiras de Paula, 27. “Os piercings feitos de prata, bijuterias e folheados não são indicados, pois tendem a provocar rejeição.” A escolha de um especialista também é muito importante na hora de colocar um piercing. É necessário, no mínimo, que o profissional possua curso específico na área, como por exemplo de primeiros-socorros no caso de a pessoa passar mal, e o local tenha alvará da Vigilância Sanitária Municipal. Também é recomendável observar se há no local aparelhos que esterilizem os instrumentos usados e que as seringas sejam descartáveis para evitar contaminação. Na hora da colocação de um piercing pode haver rejeição. Quando o tamanho, o material e o peso do piercing não são comportados pelo corpo, ele provoca inflamação, e é necessário retirá-lo. Além disso, a aplicação de produtos inadequados (água oxigenada, mertiolate e álcool) na época de cicatrização e a colocação de forma equivocada podem provocar a rejeição do material pelo corpo. Entre os mais usados pelos jovens e adolescentes, os piercings colocados na orelha são os que menos costumam infeccionar, pois perfuram uma região de baixa irrigação sanguínea e fácil higienização. Se observados alguns cuidados com a saúde e higiene, os piercings podem até ser objetos de atração para o sexo oposto. Quem sabe?

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