Após o julgamento do Caso Richtofen, que parou o País, o promotor de Justiça Roberto Tardelli foi obrigado a mudar sua rotina. Morador de um apartamento na Lapa, bairro de classe média na capital paulista, o promotor se tornou uma celebridade.
Ontem à tarde, Tardelli concedeu entrevista exclusiva ao jornal Comércio da Franca e à Rádio Difusora e fez questão de relembrar suas raízes, que muito têm a ver com a região. “Nasci em Altinópolis, fui criado em Ribeirão Preto e trabalhei muito em Franca. Por isso, me sinto em casa”, disse.
Comércio da Franca - O senhor ganhou notoriedade nacional ao ser o principal acusador de Suzane von Richtofen e dos irmãos Cravinhos. Isso ainda o assusta?
Roberto Tardelli - E muito. Mas por outro lado só tive manifestações de solidariedade. É gente me parando na rua para me abraçar, para me dar apoio... Até hoje, chego em casa chorando de emoção com algo de bom que disseram a mim nas ruas.
Comércio - O senhor tem ligações com a região?
Tardelli - Nasci em Altinópolis e fui criado em Ribeirão Preto, no Jardim Paulista, onde meus pais moram até hoje. A primeira comarca em que atuei, quando ingressei no Ministério Público em 1984, foi em Orlândia e atuei muitas vezes em inquéritos civis em Franca, onde cheguei a ser promotor substituto no começo de carreira. Portanto, me sinto em casa.
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