‘Não era dela que queriam se vingar’


| Tempo de leitura: 1 min
As informações de que Valdilene de Souza Lisboa, 21, teria sido assassinada por engano também são levadas em consideração por pessoas freqüentadoras da zona de meretrício. No final da tarde de ontem, a reportagem do Comércio da Franca esteve pelas ruas do Bairro Maria Rosa,ouvindo algumas garotas de programa que se prostituem ao longo da Rua Benedito Merlino, por onde Valdilene fazia programa. No local impera a lei do silêncio. Amigas e pessoas conhecidas não querem falar sobre o caso; quem aceita, só comenta o crime mediante anonimato. Em bares, esquinas e motéis freqüentados pela vítima, a resposta para o por quê da execução de Valdilene era a mesma. “Ela foi morta por engano. Não era dela que eles queriam se vingar”, disse um comerciante do local. Em outro ponto de prostituição, uma mulher comentou sobre os boatos em torno do caso. Segundo ela, foi uma morte encomendada por um homem freqüentador do bairro. Na noite anterior ao crime, uma garota de programa parecida com a vítima teria assaltado um freguês e este, revoltado, chegou a proferir ameaças de morte. “O velho tava (sic) doido de raiva. Disse que a garota teria roubado mais de R$ 400. Falou que se a grana não aparecesse, iria matar ou mandar alguém”, disse a mulher. Ainda no bairro, segundo informações, Valdilene foi morta vestindo roupas emprestadas da mulher que supostamente teria assaltado o homem. “Ela estava com uma blusa de oncinha e saia jeans curta. Aqui na zona, elas sempre pegam roupas umas das outras”, disse o dono de um motel. A garota de programa, que supostamente seria o pivô da história, não foi encontrada e ninguém sabe qual é o seu paradeiro.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários