Família deve pedir indenização na Justiça


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Acreditando que os danos de sua casa foram causados pelo impacto da circulação dos ônibus na rua, Edson Vitor da Silva pretende acionar a Prefeitura judicialmente para ser ressarcido. Sua esposa, Rosalina Rodrigues Costa, disse que chegou a receber um perito da Prefeitura de nome Franklin . “Ele atestou o risco de desabamento e disse que as rachaduras devem ter sido provocadas pelo impacto dos ônibus”. Ela não possui nenhum documento que comprove a afirmação. Na Prefeitura, ninguém quis comentar o assunto. O responsável pelo setor de transporte disse que não poderia falar oficialmente, mas afirmou ter mudado o trajeto do ônibus por uma “questão de bom senso”. “Nós fomos até lá. Vimos que havia muitas crianças na casa e que realmente ela tem inúmeras rachaduras nas paredes, mas acredito que é problema de estrutura”, disse o funcionário. O funcionário da Emdef acredita que não há outra maneira da família ser ressarcida a não ser judicialmente. Responsáveis pelas pastas de Fiscalização de Obras e Posturas e da Emdef, Air Fontaneze e João Marcos Garcia, não foram localizados para comentar o caso. Procurado pela reportagem do Comércio, o secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que não conhece a situação da família, mas que ela pode ser inserida em algum projeto social. Para isso, deve procurar o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) do bairro. Quanto ao risco de desabamento, ele acredita que o poder público, se julgar necessário, fará a interdição da moradia.

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