Famílias começam a construir casa própria


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Famílias começam a trabalhar na construção da casa própria; entre eles Natal Campos (na foto acima), que quer se ver livre do aluguel, e Fernanda Albiano, que trabalha um dia da semana no canteiro de obras
Famílias começam a trabalhar na construção da casa própria; entre eles Natal Campos (na foto acima), que quer se ver livre do aluguel, e Fernanda Albiano, que trabalha um dia da semana no canteiro de obras
Nem mesmo o sol de 30 graus, registrados em Rifaina nos últimos dias, tem desanimado a auxiliar de serviços gerais Silvani Cristina da Silva, 36, que duas vezes por semana deixa todos os afazeres de lado para ajudar na construção de sua casa própria. Silva diz que o trabalho é pesado, mas quando se lembra de que é por uma boa causa, todo o desânimo some. Ela faz parte do grupo de 58 famílias contempladas com uma casa própria do programa da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano). Nessa primeira fase foi liberada a construção de 28 imóveis, que ainda estão no alicerce. Em breve serão iniciadas as demais casas, tão logo o processo seja liberado pela CDHU. O terceiro conjunto habitacional de Rifaina, que receberá o nome de “Mário Beni”, começou a virar realidade no fim do mês de julho e deve ficar pronto em doze meses. As famílias trabalham em sistema de mutirão, devendo dedicar dois dias da semana (de segunda a sábado) ao projeto. O tempo de permanência no canteiro de obras é das 7 horas às 16h30 e tudo é controlado pela equipe do Fundo Social da Prefeitura, que também fez a seleção das famílias com renda mensal de até quatro salários mínimos (R$ 1.400). “Como ainda não sabem qual imóvel ganharão, as famílias ajudam na construção de todas as casas. Desta forma a dedicação será a mesma em toda a obra”, disse o engenheiro da prefeitura e responsável pela construção, Kelson Floriano, que também acompanha o projeto de perto. As casas terão 43,18 metros quadrados, contendo sala, cozinha, banheiro e dois quartos com espaço para futuras ampliações. O empreendimento está orçado em R$ 1,2 milhão e cada casa custará R$ 12 mil. Mesmo trabalhando na construção dos imóveis, as famílias terão de pagar por ele tão logo recebam a chave. A previsão é de que as parcelas não passem de R$ 40 mensais, considerando a renda de cada família. Mesmo com a construção do terceiro conjunto habitacional da cidade, a prefeitura de Rifaina ainda não conseguirá resolver o problema do déficit habitacional. Segundo informou recentemente o prefeito, Hugo Lourenço (PMDB), seria preciso construir mais cem casas populares na cidade.

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