Quem precisar de soro, analgésico e medicamentos para controlar a hipertensão distribuídos pela rede pública de Saúde terá que ter paciência. Em nove das quatorze UBSs (Unidades Básicas de Saúde), eles estão em falta. E, segundo funcionários dessas unidades, ainda não há previsão para reposição dos estoques.
Entre os medicamentos que sumiram das prateleiras estão os mais procurados pela população, como Captropil e Nicedipina, essenciais para o tratamento de pacientes com hipertensão; Plasil, indicado para combater os sintomas de vômitos, tonteiras e diarréia; diclofenaco, usado como analgésico, e até soro para hidratação de crianças e adultos. Diversos antiinflamatórios e antibióticos também estão em falta na rede pública. Apenas as unidades Básicas do Ângela Rosa, Parque do Horto, Guanabara, Paulista e Santa Terezinha têm frascos de soro em suas farmácias para serem distribuídos.
A dona de casa Cássia Borges, 42, já desistiu de esperar pelo poder público. “Pedi dinheiro emprestado à minha mãe e comprei o remédio, achei que ia sair mais barato do que ficar andando do ônibus pela cidade atrás de uma UBS que pudesse me dar o remédio.” Ela estava na fila da farmácia do NGA-16 na última sexta-feira.
SEM EXPLICAÇÃO
Débora Chioca, responsável pela farmácia central da Secretaria de Saúde, foi procurada pelo Comércio para explicar como é feita a distribuição de medicamentos nas UBS da cidade e porque a falta acontece, mas se negou a prestar qualquer tipo de esclarecimento. Ela alegou estar proibida pelo secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, de atender ao Comércio. “Eu não posso passar por cima dele (referindo-se ao secretário). Ele não me autorizou a falar sobre nenhum assunto e pediu para que, quando vocês (profissionais do Comércio da Franca) ligassem, era para encaminhar o caso para ele”.
Durante toda a segunda-feira, a reportagem tentou contato com o secretário municipal de Saúde, sem sucesso. Pela manhã, às 10 horas, sua secretária informou que Alexandre Ferreira se encontrava em uma reunião na sede da Direitoria Regional de Saúde. Às 12 horas, ainda permanecia em reunião.
No período da tarde, a secretária disse que Ferreira não se encontrava na Secretaria e pediu para que fosse enviado um email. O documento foi enviado por volta das 16 horas, mas até o fechamento desta edição, às 23 horas, não havia resposta.
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