A esquina da Rua Voluntários da Franca com a Major Claudiano, no centro de Franca, agora está preservada. O prédio lá localizado, onde hoje funciona o sebo Mania de Cultura, foi tombado como patrimônio histórico do município.
Uma relíquia de 1926, o edifício foi construído para abrigar o Banco Commercial de Franca, instituição importante para a época, quando o café era a força motriz da economia da cidade. Depois dessa instituição, as que se seguiram também foram todas bancos: Bandeirantes, Estado de Minas e Santander. Este último recebeu, em 2003, o Prêmio Mérito em Urbanidade, pela conservação do edifício. Na época, foram feitas restauração e pintura no prédio, que evidenciaram suas características neoclássicas, um gênero arquitetônico intermediário entre o clássico e o moderno.
Quem passa pelo local, hoje, acha estranho que duas janelas tenham se transformado em portas. Mas a obra foi autorizada pelo Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Franca). Segundo Graziela Alves, presidente do Condephaat, essa obra já está dentro de um novo conceito de preservação do patrimônio histórico, chamada “sustentável”. Por ele, o patrimônio deve ser preservado, mas economicamente viável.
Para o gerente do sebo que funciona no prédio, Valdir Basquez, é bom estar em um ponto histórico da cidade. “Acho importante para o município essa preservação de patrimônio. E fico feliz de estar nesse local”, disse.
Os outros bens tombados de Franca são o Champagnat, Estação da Mogiana, Museu Histórico, Unesp, Cadeia Pública, Relógio do Sol, dois bebedouros de animais da Avenida Major Nicácio, remanescentes da Capela Santa Cruz, duas residências geminadas na Cia. Mogiana, fossas sépticas da antiga estação de tratamento de esgotos, Jardim Zoobotânico, ginásio Clube dos Bagres, frontão do estádio Nhô Chico, acervo do Arquivo Histórico Municipal, postes antigos atrás da igreja Santo Antônio e estação elevatória de água bruta do sistema São João.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.