Com investimentos de R$ 3,3 milhões, a Empresa São José terá 15 novos ônibus para atender os 63 mil usuários que dependem dos coletivos diariamente. Com os carros comprados, parte da frota (de 110 veículos no total) será substituída e serão criadas duas novas linhas. A entrega será hoje, às 10 horas, na Avenida Presidente Vargas, ao lado da Prefeitura. A circulação está prevista para começar na sexta-feira, 25.
Os bairros mais populosos de Franca receberão os novos veículos: quatro atenderão linhas do Jardim Aeroporto, dois do Jardim Panorama, três da Vila São Sebastião, quatro do Parque Vicente Leporace e dois do Jardim São Luiz. Os horários e linhas continuam os mesmos, mas com ônibus melhores. Os carros antigos que circulavam nessas regiões serão destinados às novas linhas: Centro-Franca Shopping, pois a demanda tende a aumentar com a vinda do hipermercado Carrefour, inaugurado no último dia 15, e Wal Mart, que deve abrir as portas em outubro, e mais uma linha será para o Jardim Cambuí.
A renovação dos circulares cumpre exigências do contrato renovado entre a Empresa São José e o município para prestação dos serviços até 2009. “A Prefeitura exige idade média da frota de sete anos, mas nós trabalhamos com menor tempo. A maioria dos nossos ônibus tem dois anos de uso, os quais serão trocados neste mês. Primamos pelo conforto e segurança”, disse o gerente da São José, Celso Dias.
Os 15 novos ônibus, vindos de Santa Catarina, são mais modernos que os atuais, possuem motores mais potentes e um sistema que permite a transmissão da marcha de forma mais suave, sem arrancos. “Investindo em ferramentas mais modernas, atendemos melhor os passageiros e nossos funcionários trabalham mais dispostos. Para os motoristas, é como dirigir um carro novo.” A São José possui hoje 400 empregados, sendo 180 motoristas e 180 cobradores.
ATAQUES
Os investimentos em novos carros foram anunciados depois com recentes ataques sofridos pela Empresa São José. Em apenas três meses, criminosos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) queimaram cinco ônibus e causaram prejuízo superior a R$ 1 milhão.
“Esperamos que essa onda de violência tenha passado e a cidade zele pelos circulares ao lembrar que os ônibus têm função social, não discrimina as pessoas e serve a todos, independente da classe social”, disse Celso Dias. Os veículos não possuem seguro. “A frota é muito grande e o custo de seguros é alto demais. Além disso, as seguradoras não cobrem casos de vandalismo.”
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