‘Eu havia fumado muita maconha’, diz assassino


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DIA DO CRIME - Policiais observam o corpo do empresário Mário Flávio Trajano de Mattos, encontrado em plantação de sorgo nos fundos do Jardim Santa Bárbara
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O adolescente TGS demonstrou muita calma durante todo o tempo que esteve na delegacia e também na hora da reconstituição. Tranqüilo, respondeu a todas as perguntas. Indagado se estava arrependido, demorou e, após pensar, disse que sim. Também contou que fumou maconha antes de cometer o latrocínio. Após dizer que havia matado por causa da reação do empresário, voltou atrás e apresentou outra versão. Acompanhe os principais pontos de sua entrevista. Comércio da Franca - Na verdade, por que você matou o Marinho? TGS - Ele ficava olhando toda a hora na minha cara, senhor. Eu estava de capuz, mas tive que tirar, pois passamos em lugares que tinham muita gente. Ele ficou olhando muito para mim. Comércio - Foi a hora em que resolveu matá-lo... TGS - Sim. Eu falei para ele não ficar me olhando. Ele não tirava o olho de minha cara. Fiquei com medo de ser reconhecido porque levei ele perto de minha casa, né? Comércio - Como foi na hora que o matou? TGS- Fiz ele deitar. Não falei nada. Me aproximei e dei os tiros nele. Comércio - O que fez depois de matá-lo? TGS - Saí correndo e fui embora. No meio do caminho encontrei o meu primo e contei o que havia feito. Ele ficou bravo comigo. Um dia após acharem o corpo, deixei o Aeroporto e fui para a casa de minha prima no Dermínio. Ela e minha mulher não sabiam de nada. Só contei para minha mãe. Comércio - O que diria para a família do Marinho? TGS - Não tenho nada para falar, não. Eu não queria matá-lo. Nossa intenção era levar apenas a caminhonete. Comércio - Você tem um filho de sete meses. Não pensa nele quando comete crimes? TGS - Penso, sim. Foi pensando nele que fiz (que roubou). Como é que uma criança de sete meses vai ficar sem leite? Não tinha dinheiro para comprar alimento, nem fraldas. Comércio - Não era mais fácil trabalhar, arrumar um serviço? TGS - Eu estava trabalhando, mas fui mandado embora. Não estava tendo como manter a família. Eu caçava serviço, mas não arrumava. Eu trabalhava como servente de pedreiro. Comércio - Você não acha que voltará pior da Febem? TGS - Depende de cabeça. Cada um age pela sua cabeça, né?

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