Preso o menor que matou o dono da Luana


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Observado pelo investigador Dênis, o adolescente mostra a policiais e peritos como matou o dono da Luana Construshopping na madrugada de 10 de agosto
Observado pelo investigador Dênis, o adolescente mostra a policiais e peritos como matou o dono da Luana Construshopping na madrugada de 10 de agosto
Terminou a caçada ao assassino do empresário Mário Flávio Trajano Mattos, 54, dono da Luana Construshopping. O adolescente TGS, 16, foi preso ontem pelos investigadores da DIG e confessou a autoria do crime. Ele apresentou versões distintas para o latrocínio: primeiro, disse que matou devido a uma suposta reação da vítima. Depois, que decidiu executar Marinho para não ser reconhecido futuramente. O primo dele e comparsa no roubo seguido de morte, o também menor, WDS, 17, já havia sido preso na semana passada. Desde que o corpo do empresário foi encontrado, na tarde do dia dez, nos fundos do Jardim Santa Bárbara, TGS fugiu do Jardim Aeroporto, onde morava, e desapareceu. A equipe de homicídios da DIG rastreou seus passos e descobriu que ele estava escondido com a companheira e um filho de sete meses na casa de uma prima na Rua Princesa Isabel, Jardim Dermínio. No início da tarde de ontem, os investigadores Amato, Régis, Dênis, Nilson e Mendes cercaram o local e o detiveram. “O menor estava trancado no quarto com a mulher. Ao perceber nossa presença, tentou correr para o banheiro, mas foi detido sem tempo de esboçar reação”, disse Amato. Levado à delegacia, TGS prestou depoimento ao delegado Wanir José da Silveira Júnior e contou detalhes do assassinato. Repetindo o que seu primo já havia dito quando foi preso, disse que pretendia apenas roubar a caminhonete Ranger do empresário. Um receptador havia prometido pagar R$ 5 mil a eles pelo veículo. “Estou desempregado e não conseguia arrumar serviço. Como precisava comprar alimento para meu filho, tive que roubar”, tentou justificar ao Comércio. As palavras calmas e com teor de arrependimento não condizem com o comportamento violento de TGS. Embora jovem, já se envolveu anteriormente com a polícia e ficou preso por oito meses nas unidades da Febem de Ribeirão Preto e de Sertãozinho por causa de roubos. Deixou a cadeia em abril e, quatro meses depois, matou o empresário Marinho para roubar. RECONSTITUIÇÃO A Polícia Civil trabalhou rápido e realizou a reconstituição do crime no fim da tarde de ontem. Os dois primos encenaram passo-a-passo a morte do empresário. Mostraram aos policiais como renderam Marinho no estacionamento de um bar na Avenida Paulo VI, repetiram o trajeto feito em direção ao Jardim Aeroporto e encenaram a execução da vítima. Apenas TGS participou da parte final da encenação, já que, de acordo com a versão deles, na hora do crime WDS teria saído para tentar esconder a caminhonete. O assassino confesso contou aos peritos e policiais que mandou Marinho se deitar no chão e que disparou três tiros à queima-roupa em seu rosto. “Eu me virei para aliviar (urinar) e ele tentou se levantar. Foi quando voltei e atirei nele três vezes. Uma das balas falhou”. Ao encenar os disparos, demonstrou intimidade e fez questão de engatilhar a arma de brinquedo que segurava. O barulho assustou o figurante que fazia o papel de vítima. Após a reconstituição, o menor foi levado para uma cela especial da cadeia do Jardim Guanabara. Em breve, voltará para a Febem. “As investigações continuam e, agora, tentaremos localizar a pessoa que encomendou a caminhonete”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim.

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