Corridas ajudam atletas de outras modalidades


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O uniforme do atleta Chiquinho, ou Francisco de Paulo Caetano, 38, é diferente nas corridas hípicas. Não, ele não é um cavaleiro excêntrico. Na verdade, o esporte que pratica é o arremesso de peso e disco. Mas durante o Campeonato Regional Hípico ele veste camisa e gravata para ser um dos 15 seguranças do campo de Claraval. Chiquinho é apenas um dos famosos “anônimos” que podem ser vistos durante as competições de corridas. Com índice para competir no XXV Troféu Brasil, de 21 a 29 de setembro, em São Paulo, e classificado para os Jogos Abertos, o atleta trabalha aos fins de semana para poder tornar-se seu próprio patrocinador. Na corrida de domingo, ele começou as 13h30 em Claraval, mas havia trabalhado em São Tomás de Aquino durante a madrugada e chegado em Franca às 5h30. “Agora fico aqui até umas 19 horas. Já me acostumei a essa correria e preciso trabalhar para poder ser o meu patrocinador e ter tempo para os treinos durante a semana”, contou. No domingo, Chiquinho controlava a entrada de pessoas e animais na linha de largada dos brets. “Tem cavalo que começa cavoucar a terra quando vai chegando o início das provas e forma um poeirão. Parece até ansiedade”, comentou. Ele chega a ganhar até R$ 60 por corrida.

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