Vaquinha garante cavalo de auxiliar de escritório vencedor


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Caro às vezes não significa excludente. Isso acontece com as corridas hípicas, um esporte de alto custo, em que cada clube hípico possui ao menos 30 cavalos. Cada animal custa em torno de R$ 20 mil. Os competidores são agricultores, empresários e também auxiliares de escritório. O segredo para essa diversificação é a união promovida pelos clubes e que garante um convívio harmônico entre cavaleiros e criadores. Assim, cada clube monta seu plantel para a temporada. O clube de Claraval (MG) arrecadou neste ano R$ 30 mil. Em seu campo há 23 placas instaladas e há o apoio de famosos. A dupla Rio Negro & Solimões, “filhos da cidade mineira”, mantém 12 cavalos correndo pelo Clube Hípico Claraval. Os donos que querem correr e têm cavalos, mas não possuem espaço para cuidar, usam as cocheiras dos times. É o caso de Mário Flávio Alves, 24, corredor do Nove de Julho há dois anos. Ao contrário do que se imagina, não tem familiares no campo, mora em Franca e é auxiliar de escritório. Por influência de amigos, passou a conviver com o ambiente das corridas e apaixonou-se pelo esporte. Tanto que resolveu comprar um cavalo. Reuniu parte dos R$ 25 mil com os outros quatro irmãos e adquiriu Júnior, um quarto de milha. Como não tem onde colocá-lo, o clube hípico dá o tratamento necessário ao custo dé R$ 300 mensais. Domingo, Mário fez o ponto da vitória de sua equipe. “Fazer o último ponto me deixa aimado a semana toda”, disse exultante.

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