Família, religião, jovens e gente bonita é muito do que pode ser encontrado durante uma corrida hípica. O público neste domingo, no confronto entre os clubes de Claraval e Nove de Julho, chegou a 1.600 pessoas, número de dar inveja a algumas partidas de futebol e basquete. Não têm arquibancada e banquinho. Ao contrário, há sol, grama e poeira. Mas podem ser encontradas também cerveja e muita emoção. A publicitária Ana Paula Bonimi Borges, 23, mora em Franca e descobriu o ritmo sertanejo das corridas hípicas após ter na classe da faculdade amigos claravalenses. “Não gostava de música sertaneja e usar bota. Depois de vir a uma corrida, mudei.”
E música caipira é o que se ouve nos carros estacionados próximo ao campo. Além disso, nem só de cavalos vive uma corrida hípica. “A gente pode ainda vir para cá para paquerar também”, comentou Ana Paula, que estava com outros amigos.
Mas como o espaço é democrático, famílias inteiras encontram na competição um programa de domingo. Gabriel e Leonardo Pradela Soares, 5 e 3 anos respectivamente, são filhos do treinador do Claraval, Guaraci Eurípedes Soares. Enquanto os cavalos correm para lá e para cá na pista, o mais velho se dependura na tela para assistir e o outro brinca na terra com água.
Até o padre responsável pela paróquia da cidade, José Carlos, um apaixonado por futebol, participa da festa. “É uma tradição que move as pessoas”, resumiu.
Valdivino Antônio da Silva, 50, mora em Claraval e é são-paulino, mas deixou de assistir ao jogo de seu time contra o Cruzeiro pela TV e foi à corrida. Para não perder os lances e ouvir o empate em 2 a 2, levou o rádio. “É um esporte da cidade, bonito. Gosto principalmente da prova do chapéu (o cavaleiro larga de um lado e precisa pegar um chapéu colocado no chão em outra ponta).”
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