Reunião discutirá anulação de concurso nesta segunda


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Mambrini, único que pode cancelar a prova, vai aguardar uma interferência judicial
Mambrini, único que pode cancelar a prova, vai aguardar uma interferência judicial
A anulação do concurso para advogado da Câmara Municipal de Franca pode ser decidida nesta segunda-feira. O promotor Paulo Borges, que abriu um inquérito para apurar a cópia de 90% das questões da prova de uma exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), se reunirá com o presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), com a reitora do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), instituição que organizou a prova, Edna Maria Campanhol, e o formulador das questões da prova, José Sérgio Saraiva, para tentar acertar o cancelamento do certame. Borges já deixou claro que, em caso de a reunião não chegar a um acordo, pedirá a anulação à Justiça. A única opção para evitar que Borges recorra à Justiça para anular a prova de advogado do concurso seria acertar a anulação de um acordo na segunda-feira. Pelo menos até ontem, Mambrini, único que pode antecipar o desenrolar do caso, não admitia a hipótese de cancelar a prova sem uma determinação judicial. “Até segunda, ainda há muito tempo. Mas, se eu tivesse que responder agora, não anularia”, disse. O promotor Paulo Borges não foi encontrado para comentar o assunto. A CÓPIA A cópia de 90% da prova de Direito do concurso da Câmara Municipal foi denunciada pelo Comércio em 13 de julho. Desde então, nem o Uni-Facef, nem o formulador das questões, José Sérgio Saraiva, e nem o presidente da Câmara demonstraram preocupação com o fato. Ao contrário, Mambrini, Saraiva e Alfredo José Machado Neto, pró-reitor de Administração da universidade, disseram que a cópia não era problema. No dia 2 de agosto, o vereador Silas Cuba (PT), ao lado de Gilson Pelizaro (PT), principal crítico da cópia dentro da Câmara Municipal, enviou uma representação ao MP pedindo providências. No mesmo dia, o promotor de Cidadania, Paulo Borges, instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades. “Como a base da cópia se trata de uma prova pública, veiculada inclusive na internet, o procedimento macula a moralidade do concurso. O objetivo deve ser a busca da anulação”, disse Paulo Borges na época.

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