O TSE, as eleições e os eleitores


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É oportuno fazer alguns comentários sobre as eleições de outubro, a 40 dias do pleito. E nossos leitores têm observado, pelo noticiário diário do “Comércio”, a preocupação cívica da Direção deste jornal, e de seus redatores e colunistas, a propósito da importância não só das eleições presidenciais, como também da escolha de representantes de Franca para os legislativos federal e estadual. E após a primeira “sabatina” se pôde verificar, pelo Jornal e pela Rádio Difusora, a vibração, o nível jornalístico elevado dessa atuação. Há, agora, um fato muito importante a pôr em relevo: a “fala” do Ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, a respeito da importância e da natureza cívica do ato eleitoral. E numerosas observações precisam ser sublinhadas, a começar por esta chamada ao eleitor: “Não se omita nem desanime”. Isto é, o eleitor não deve crer que é impotente para mudar as ondas dos políticos corruptos, nem deve desanimar: a escolha de candidatos éticos e de partidos de ação cívica e límpida evitarão a retomada de “mensaleiros” e “sanguessugas”. Além daquele chamado inicial, o Ministro Marco Aurélio sublinha, na luta contra a corrupção, esta posição salvadora: “Você será o patrão, o chefe. Você selecionará entre tantos candidatos, aqueles que considerar os mais dignos, os mais bem preparados para conduzir a Nação nos próximos anos”. Em termos de perspectivas, em relação ao pleito, percebem-se certas vantagens, a esta altura das campanhas: Lula, bem à frente de Alckmin, segunda posição; Buarque em terceiro. Mas Heloísa Helena se projeta como candidata e, por certo, poderá constituir-se em surpresa no dia 1.º de Outubro. Para o Senado, Suplicy tem grande vantagem nas pesquisas. E, também, para o Governo do Estado, José Serra perde de vista os demais candidatos. Pois bem: Franca se prepara começa a preparar-se! - para motivar os eleitores francanos, no sentido de escolherem, dentre os candidatos já registrados, sem exagero, três deputados federais e quatro estaduais, numa possível vitória que atenderia as justas aspirações da população francana, do trabalho de suas empresas, da luta dos trabalhadores e seus patrões na agricultura, na indústria e no comércio, bem como no agito cívico de todas as outras classes que formam a comunidade, ciosa das responsabilidades de desenvolvimento e de bem-estar, sagrada tradição de amor à terra natal.

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